20 de abril de 2011

Cercar a Praça ou permitir os abusos?





Noite de sábado, entre 20h30 e 21h15, praça Getulio Vargas lotada. Crianças jovens e adultos se aglomeram nos bancos e jardins da principal praça da cidade. Só que o que não está previsto são os assaltos que acontecem no espaço de 45 minutos, duas vezes: a primeira três adolescentes que estavam sentados num banco conversando são abordados por um grupo de aproximadamente 8 garotos que como um relâmpago assaltam os adolescentes, se dispersam correndo para várias direções. No segundo assalto, pouco mais de 15 minutos depois, na alameda central da praça, um casal de namorados que subia e sofre arrastão de quatro garotos que em velocidade avançada roubam a bolsa da moça e saem correndo em direção à Rodoviária de Integração.
Mas muita gente vai perguntar; como tomamos conhecimento destes fatos?: Uma equipe de reportagem estava na praça no momento dos dois assaltos.
A verdade é que a Praça Getulio Vargas, outrora ponto de encontro dos casais de namorados, lugar de lazer de idosos para ouvira retreta de nossas bandas, hoje é um local de brigas, desentendimentos, ação do tráfico e principalmente assaltos freqüentes, sem que ninguém tome providência alguma. É humanamente impossível estar tranqüilo na praça, notadamente porque os assaltos acontecem também durante o dia.
A tragédia de 12 de janeiro, certamente é desculpa hoje para muitas ações que são adiadas ou canceladas, mas a praça Getulio Vargas já é problema há algum tempo: fontes sem funcionar, iluminação mesmo depois da reforma da Rio Luz após a tragédia insuficiente, parquinho infantil constantemente sendo depredado e o pior, á noite os brinquedos são usados por marmanjos inescrupulosos que não se importam se vão quebra-los ou não.
Os bancos também são violados, pois algumas pessoas ao invés de sentar, colocam os pés no assento, da mesma forma que as estátuas são constantemente violadas. Num passado recente, inclusive a imagem de São Cristóvão foi roubada até hoje ninguém sabe como.
Ainda hoje não foi explicado porque a cabine de policiamento implantada no meio da praça foi retirada, pois a presença dela com policiais 24h, coibia inúmeros abusos e até assaltos. Desde que a praça ficou entregue a todo tipo de ação ela se tornou um dos lugares mais perigosos da cidade.
Para resolver todos estes problemas, só há uma solução, colocar grades em todo entorno da praça, portões como há nas grandes cidades e abri-los pela manhã e fecha-los ás 22h. Evidente que muita gente vai reclamar se essa atitude for colocada em prática e imediatamente vão aparecer os defensores da liberdade, mas nesse momento de reconstrução da cidade, é preciso mais do que nunca, estar consciente que a reconstrução depende de todos nós e as grades com horário para a freqüência são sinais de evolução.
Nas grandes capitais e até algumas cidades do interior como: Campinas e todo ABC (SP), Juiz de Fora (MG), algumas cidades do Rio Grande do Sul e Paraná todas as praças são cercadas, tem portão, abrem às 6 e fecham às 22 ou 24h.

FOTOS JOSE DUARTE

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