22 de setembro de 2011

Região serrana do RJ ganhará 73 sirenes de alerta de chuvas

 
Imagem mostra destruição causada pelas chuvas de janeiro. Foto: Luís Bulcão Pinheiro/Especial para Terra
Imagem mostra destruição causada pelas chuvas de janeiro
Foto: Luís Bulcão Pinheiro/Especial para Terra
 
A Defesa Civil do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira que vai instalar 73 sirenes de alerta de chuvas em pontos considerados críticos nos municípios da região serrana do Estado, castigada por fortes chuvas em janeiro desse ano, que provocaram enchentes, deslizamentos de terra e mataram oficialmente 905 pessoas.
 
O objetivo é preparar comunidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis para o risco de desabamento e evitar tragédias. O custo do projeto é de R$ 3,3 milhões e, segundo o subsecretário de Estado de Defesa Civil, Coronel Jerri Andrade Pires, o mapeamento das áreas contempladas já foi concluído.
 
O contrato com a empresa responsável pelo serviço, a Infoper Informática, foi assinado no início da semana e a previsão é de que todos os equipamentos estejam instalados em até seis meses. Serão 38 sirenes em Nova Friburgo, 18 em Petrópolis e 17 em Teresópolis.
 
Entre as áreas beneficiadas estão o Centro de Nova Friburgo, uma das mais castigadas pelas chuvas, e a Quitandinha, em Petrópolis. Segundo Jerri, os testes devem ser realizados na primeira quinzena de outubro. A Defesa Civil do Estado já começou a identificar os locais que serão usados como refúgio no período de alerta. Além das sirenes, serão implantados pluviômetros para medir a intensidade das chuvas.

Tragédia na região serrana
As fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro nos dias 11 e 12 de janeiro de 2011. Mais de 300 foram consideradas desaparecidas. As cidades mais atingidas pelos temporais foram Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), chuvas com tal intensidade ¿ algumas estações registraram quase 300 mm de precipitação em 24 horas - têm probabilidade de acontecer apenas a cada 350 anos.
 

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