Corregedoria tem 32 mandados, sendo 16 de prisão e 16 de busca e apreensão
Quatro pessoas foram presas durante a operação Faraó, deflagrada pela CGU (Corregedoria Geral Unificada), na manhã desta terça-feira (8), para cumprir 16 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão contra uma quadrilha formada por policiais e presos suspeito de um esquema de propinas nas carceragens da Polinter do Rio.
Entre os presos, estão: um delegado, uma funcionária terceirizada de uma carceragem e duas pessoas que estavam em liberdade condicional.
As buscas acontecem em Teresópolis, Nova Friburgo, São Gonçalo, Baixada Fluminense e na capital.
As investigações começaram há dois meses e meio e tiveram o apoio do Ministério Público. O esquema foi descoberto na carceragem da Delegacia de Friburgo (151ª DP), região serrana do Rio. Os presos administravam o esquema de visitas, permanências e transferências dos detentos junto com os policiais.
Os 16 mandados de prisão são contra nove policiais civis, um funcionário terceirizado e seis pessoas que estavam em liberdade condicional.
Os presos e o material apreendido foram levados para a CGU, no centro do Rio.
A subsecretaria de inteligência da Secretaria de Segurança, a Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) e a Corregedoria Interna da Polícia Civil dão apoio à operação.
Festa e cerveja no BEP
No dia 23 de outubro, a polícia descobriu 2.600 latas de cerveja no presídio destinados a policiais e militares, o BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, na zona norte do Rio. A corregedoria da PM investiga o caso.
Em setembro, outro flagrante de irregularidade no BEP mostra o ex-PM preso Carlos Ribeiro, conhecido como Carlão, comemorando o aniversário do filho, com direito a convidados, dentro do sistema prisional.
Ele é apontado como principal matador de uma milícia na zona oeste do Rio e é investigado em pelo menos 16 assassinatos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário