17 de dezembro de 2011

Abrigo do Sase deverá ser desativado até fevereiro de 2012

Karina Monnerat (Jornal Nova Imprensa)
Os governos Municipal e Estadual, através das respectivas Secretarias de Assistência Social, estão trabalhando em conjunto para desativar o único abrigo oficial do município, localizado no bairro de Olaria, no prédio do Sase. Cinco das nove famílias que ainda residem no local recebem o benefício do aluguel social e demonstram grande resistência para deixarem o abrigo.

De acordo com o secretário de Assistência, Desenvolvimento Social e Trabalho, Josué Ebenézer, na última semana foi realizada uma reunião com a subsecretária estadual de Assistência Social, Maria Célia, e o estado se posicionou em aguardar até fevereiro, quando acontecerá a renovação do beneficio que foi prorrogado por mais um ano. Caso essas famílias ainda permaneçam no abrigo, o benefício não será renovado.

Ebenézer informou ainda que realizou uma reunião com os abrigados do Sase, onde foi dito que as famílias beneficiadas pelo programa terão o aluguel social cortado se não deixarem o abrigo. Segundo o secretário foi feita uma ata da reunião, mas os moradores se negaram a assinar e informaram que não deixarão o local. “O abrigo, em tese, são para os que não recebem o benefício, mas há uma resistência deles em querer sair, alguns dizem que só sairão quando as casas populares prometidas ficarem prontas”, explicou.

Além do duplo benefício recebido por cinco das nove famílias, pois além do aluguel social elas recebem a moradia, outro fator é determinante para a desativação do Sase. De acordo com Ebenézer, o secretário de Saúde, Renato Abi-Ramia, solicitou a devolução do prédio para que seja reativado o ambulatório que deixou de funcionar em virtude da necessidade de se fazer um abrigo no local.

O prédio do Sase é alugado pela prefeitura para funcionamento do abrigo, despesa que tem se tornado muito alta para manter apenas nove famílias, tendo em vista que não há um orçamento específico direcionado para o abrigo, o que gera algumas dificuldades.

Em relação as quatro famílias que ainda não recebem o aluguel social, a subsecretária estadual de Assistência Social garantiu que serão inclusas em breve no benefício. De acordo com Ebenézer essas quatro famílias informaram que deixarão o abrigo assim que forem contempladas com o aluguel social.

Na tarde de terça-feira, 13, a subsecretária estadual Maria Célia esteve no município em reunião com o secretário Josué Ebenézer para se interar melhor da situação.

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