Na última quarta, 30, no Programa Hora Técnica, da AEANF Associação de Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo, apresentado na TV ZOOM, o deputado Rogério Cabral foi o convidado para falar de sua cruzada em defesa da regulamentação do FUST (Fundo de Universalização do Sistema de Telefonia) para resolver de vez o problema de telefonia e internet no meio rural e nas periferias onde a população não tem acesso a este serviço básico. Participaram do Programa o Engenheiro Juarez da Costa Pereira, coordenador da AEANF e o jornalista Paulo Carvalho.
O deputado Rogério Cabral tem reunido presidentes de comissões de agriculturas das Assembléias Estaduais de todo país para criar um movimento político e sensibilizar o governo federal para aprovar a regulamentação deste fundo, e com isso liberar os 10 bilhões e 800 milhões de reais que estão guardados neste fundo para viabilizar projetos em parcerias público privadas para melhorar a infra-estrutura em áreas rurais e nas periferias de todo país. Segundo Rogério Cabral, que juntou numa mesma mesa os representantes da ANATEL, Agência do Governo que regulamenta as telecomunicações, e o Sindicato das Empresas de Telefonia do Brasil, todo investimento feito no Brasil em telecomunicações somam 250 bilhões de reais. O FUST já possui 5% deste valor e segundo o sindicato seria recurso suficiente para levar telefonia e internet nas comunidades ainda não atendidas.
O parlamentar já se reuniu com os Ministro das Comunicações, de Ciência e Tecnologia, ANATEL, ANEEL e garante que nestes ministérios é grande o interesse em regulamentar o fundo para viabilizar os investimentos. No entanto, o ministério da Fazenda contabiliza os recurso do FUST no cálculo do superávit primário do país e portanto não tem interesse em abrir mão deste dinheiro. O impasse só poderá ser solucionado com uma mobilização política nacional que sensibilize a presidenta Dilma.
Para Rogério Cabral o que está acontecento hoje com telefonia e internet nas periferias e áreas rurais é pior do que foi com a eletrificação. A eletricidade chegou ao campo com 30 anos de atraso e muitos já tinham partido para a cidade. O mesmo ocorre hoje com o forte êxodo rural e busca por moradia nos centros urbanos já atendidos com infraestrutura de comunicação. "Já estamos importando muito alimento e corremos o risco de quando chegar telefonia e internet no meio rural já não ter mais ninguém no campo. Na década de 30 do século passado 80% da população do Estado do Rio vivia na zona rural e somente 20% vivia nos centros urbanos. Hoje 96,4% vivem nas cidades enquanto apenas 3,6% vivem no campo. Está difícil reverter esta política de esvaziamento do campo e inchaço das cidades", avalia Rogério Cabral.
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