2 de março de 2012

TSE BARRA CALOTEIROS

Ao mesmo tempo que foi histórica a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desta quinta-feira marca um  golaço a favor da moralidade da politica brasileira, impedindo que os candidatos que tenham contas rejeitadas concorram ao pleito de 2012. Mesmo em votação apertada 4 x 3, o TSE definiu que não concederá registro aos postulantes a cargos públicos nessas condições.

É o ínicio do processo eleitoral limpo neste país. É o início do Projeto Ficha Limpa já nas eleições deste ano e segundo a Ministra Nancy Andrighi, " há atualmente 21 mil candidatos nesta situação. Não foi estabelecido um prazo para a avaliação de contas já rejeitadas, mas caso o TSE venha a definir um limite, o número de barrados diminuirá". 

Uma vergonha para um país que inovou com as urnas eletrônicas, que tem centenas de milhares de eleitores de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Um desrespeito aos candidatos sérios que concorrem e muitas das vezes não são empossados em detrimento de candidatos processados, em virtude do famigerado coeficiente eleitoral.

Agora isso vai acabar e os partidos terão que fazer uma triagem rigorosa de seus pré-candidatos, caso contrário o TSE fará e impedirá todos aqueles aque não estiverem em condições de concorrer.

Se de um lado estão aqueles que gostam de dar o jeitinho brasileiro, do outro, estão os eleitores que votaram exigindo processo limpo e são surprreendidos com uma quantidade enorme de falcatruas, acordos políticos, beneficiamento a parentes, amigos e etc.

Já´estava ficando chato ver nomes famosos e que foram processados ocupando cadeiras de gente merecedora e que não conseguiu porque o favorecimento político falou mais alto.

Os candidatos que se cuidem, porque o processo eleitoral deste ano, será realmente rigoroso e a justiça estará pronta para punir e afastar os envolvidos nesse  problema.

O tribunal vai analisar caso a caso eventuais liberações de candidaturas apesar da rejeição de contas, mas o negligente que não observar os ditames legais não podem ter o mesmo tratamento daquele zeloso que cumpriu com seus deveres.

Votaram a favor da decisão os ministros Nancy Andrighi, Marco Aurélio de Mello, Cármen Lúcia e o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Contra ficaram Gilson Dipp, Arnaldo Versiani e Marcelo Ribeiro. Irritado, Dipp se manifestou e criticou a decisão ao afirmar “meu Deus do céu”.

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