A exemplo de grande parte do Brasil, a saúde em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro está um kaos, côo afirmou um paciente que deixava o Hospital Raul sertã, esta manhã, depois de ficar das 8h15 ás 12h30 para ser atendido em virtude de problemas renais, “ moro em Conquista, cheguei até cedo, o hospital não tem médico de rins, fui atendido por um clínico que só chegou quase 10h. Fiquei esperando mais de uma hora para fazer um exame e só agora fui liberado. Estou com fome e só com o dinheiro da passagem. Isso é um absurdo, falta de respeito com um ser humano’, destacou o paciente
Nos postos de saúde públicos, as reclamações se acumulam, protestos são organizados, as filas são enormes para marcação de consultas. As pessoas tem que chegar de madrugada para conseguir ficha em diversas especialidades, quem mora longe é obrigado a tomar condução que demora cerca de 40 minutos.
No hospital Saul sertã, único da cidade e que inclusive atende mais 10 municípios da região, o descaso é total. Há setores que faltam lâmpadas, em algumas enfermarias o material básico de atendimento não existe, nos corredores dezenas de macas de pacientes devido a falta de vagas nos quartos. Para uma população de 240 mil habitantes o único hospital da cidade tem um CTI com apenas seis leitos.]
Os funcionários dobram horário e o cansaço é nítido no semblante de cada um, principalmente o corpo de enfermagem, mesmo assim, não perdem o bom humor e o carinho pelos pacientes, incluso no juramenteo que fizeram no dia de sua formatura.
Por tudo isso e muito mais é que sugerimos que as autoridades municipais deveriam repensar o Hospital Raul Sertâ. Recolocar sua administração sob a responsabilidade da Benemérita Irmandade da Santa Casa de Misericórdia.
Já ficou provado que foi um erro tirar o hospital das mãos da Santa Casa. À época dessa decisão famigerada havia uma febre de renovação na cidade e renovaram um monte de coisas que não tinham necessidades naquele momento. Renovaram, mudaram e para pior.
Com certeza a Benemérita Irmandade se voltar a administrar o hospital em poucos meses dará jeito a toda essa situação, principalmente no que se refere a contratação de efetivo, sem contar que o asseio, material de uso diário e muitas outras providências devolverão a credibilidade do único hospital da cidade.

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