31 de janeiro de 2013

Muito alarde para nenhuma ação efetiva

O Brasil é realmente um país de brincadeira. No nosso país as coisas só tem solução depois de tragédias. E quando são resolvidas?  Os exemplos estão aí nítidos e alguns deles deixaram marcas profundas em famílias inteiras que ainda hoje lutam na justiça por indenização

Foram várias catástrofes que até hoje os responsáveis não foram punidos:  incêndio do Edifício Joelma; queda de edifício no Rio de Janeiro; naufrágio do Beateau Mouche; queda do Edifício Pallace II; e muitas outras.

O incêndio provocado pela Gurizada Fandangueira na Boate Mix em Santa Maria (RS), no final da semana passada,  trouxe a tona uma série de acontecimentos traumáticos que entristeceram o pais.

Mas é sempre a mesma coisa, após um acidente chegam mil promessas, políticos saem do armário; prefeitos, governadores, deputados e senadores, se unem para elaborar leis que nunca são cumpridas; a mídia muda totalmente sua programação durante alguns dias e depois tudo cai no esquecimento.

Quase uma semana depois da tragédia gaucha que até agora deixou 235 mortos, já surgiram um montão de atitudes imediatistas, única e exclusivamente para aparecer diante dos microfones e câmeras.

O Governador de São Paulo determinou que 300 equipes saiam as ruas fechando todas as casas noturnas irregulares; no Rio de Janeiro, Eduardo Paes dobrou a fiscalização deste tipo de  atividade; em Americana (SP) todas as casas noturnas foram fechadas pelo Prefeito; o Prefeito de Salvador determinou a suspensão do alvará de mais de 20 casas, e vai por aí afora.

Porque só agora? Porque todas estas casas estavam funcionando irregularmente. É preciso acontecer tragédias para regularizar a situação do  país?  É um montão de político fazendo loby depois de centenas de mortos.

Como o Brasil não é um país sério, já dizia Charles De Gaule, ex presidente da França em 1979, tudo vai acontecer agora enquanto os defuntos ainda estão quentes. Dentro demais alguns dias tudo será rigorosamente esquecido, até porque, o carnaval se aproxima e todas as 235 vítimas de irmãos nossos que perderam a vida serão esquecidos e darão lugar a folia, escolas de samba, farra, etc.

O exemplo mais recente está em Nova Friburgo. Depois da irresponsabilidade da diretoria do Blocão do Rastafare que culminou com dois óbitos, a agremiação carnavalesca está solenemente se preparando para seu desfile de sexta-feira de carnaval. E como ficam as famílias das duas pessoas que faleceram?

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