O Brasil é realmente um país
de brincadeira. No nosso país as coisas só tem solução depois de tragédias. E quando
são resolvidas? Os exemplos estão aí
nítidos e alguns deles deixaram marcas profundas em famílias inteiras que ainda
hoje lutam na justiça por indenização
Foram várias catástrofes que
até hoje os responsáveis não foram punidos:
incêndio do Edifício Joelma; queda de edifício no Rio de Janeiro;
naufrágio do Beateau Mouche; queda do Edifício Pallace II; e muitas outras.
O incêndio provocado pela
Gurizada Fandangueira na Boate Mix em Santa Maria (RS), no final da semana
passada, trouxe a tona uma série de
acontecimentos traumáticos que entristeceram o pais.
Mas é sempre a mesma coisa,
após um acidente chegam mil promessas, políticos saem do armário; prefeitos,
governadores, deputados e senadores, se unem para elaborar leis que nunca são
cumpridas; a mídia muda totalmente sua programação durante alguns dias e depois
tudo cai no esquecimento.
Quase uma semana depois da
tragédia gaucha que até agora deixou 235 mortos, já surgiram um montão de
atitudes imediatistas, única e exclusivamente para aparecer diante dos
microfones e câmeras.
O Governador de São Paulo determinou
que 300 equipes saiam as ruas fechando todas as casas noturnas irregulares; no
Rio de Janeiro, Eduardo Paes dobrou a fiscalização deste tipo de atividade; em Americana (SP) todas as casas
noturnas foram fechadas pelo Prefeito; o Prefeito de Salvador determinou a
suspensão do alvará de mais de 20 casas, e vai por aí afora.
Porque só agora? Porque
todas estas casas estavam funcionando irregularmente. É preciso acontecer
tragédias para regularizar a situação do
país? É um montão de político
fazendo loby depois de centenas de mortos.
Como o Brasil não é um país
sério, já dizia Charles De Gaule, ex presidente da França em 1979, tudo vai
acontecer agora enquanto os defuntos ainda estão quentes. Dentro demais alguns
dias tudo será rigorosamente esquecido, até porque, o carnaval se aproxima e
todas as 235 vítimas de irmãos nossos que perderam a vida serão esquecidos e
darão lugar a folia, escolas de samba, farra, etc.
O exemplo mais recente está
em Nova Friburgo. Depois da irresponsabilidade da diretoria do Blocão do
Rastafare que culminou com dois óbitos, a agremiação carnavalesca está solenemente
se preparando para seu desfile de sexta-feira de carnaval. E como ficam as
famílias das duas pessoas que faleceram?
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