4 de abril de 2013

Ás margens do jornalismo

             Pedro Toledo

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Neste domingo o Brasil comemora o dia do jornalista. )7 de abril é uma data bastante especial para toda classe jornalística, porque as comemorações são várias, mas é também uma data de alerta para a classe, no momento em que muito se fala da dispensa do diploma e da falta do registro profissional.

A nossa cidade tem duas universidades: Estácio de Sá e Candido Mendes que possuem c ursos de jornalismo e após a formatura e a conquista do diploma, fica uma pergunta: O que fazer? Para onde ir?, exatamente porque  as opções oferecidas dentro da cidade são as mínimas possíveis.

Enquanto a mídia televisada tem oito canais de televisão; a mídia falada apenas duas emissoras de rádio: Sucesso FM e Nova Friburgo AM que aproveitam os estagiários ou formandos. O único jornal diário da cidade, também se esforça para garantir emprego destes novatos, mas não com tanta intensidade como nas rádios e TV.

Com isso, a profissão fica banalizada, porque surgem inúmeros “jornalistas e radialistas” usando a profissão para satisfazer suas vaidades. Mas a história é diferente. 

Em 21 de novembro de 1830 morre em São Paulo um jornalista: Giovanni Battista Líbero Badaró. Sua interferência na política e morte por liberdade lhe deu não só o cargo de mártir social libertário, mas concedeu aos jornalistas um dia em homenagem a sua profissão. Sua morte acelerou o processo de derrubada do trono de Dom Pedro I, que em 7 de Abril de 1831 abdicou seu poder, tornando essa data não somente um ícone da liberdade, como também o “dia do jornalista”.

Já no século XXI o processo de informar ainda continua sendo arriscado e estancado por interesses sociais e políticos. Tudo isso somado a um mercado de trabalho saturado e instável.

“Parece duvidoso, mas o comunicador precisa de paixão pelo jornalismo, ou troca de profissão no segundo dia dentro de uma redação”, essas são as palavras de Poliana Matta, coordenadora de jornalismko da Luau TV. Tocar nesta questão tange, quase que diretamente, o fator custo-benefício que, na carreira, só é bom se houver vontade.

Em 2009 foi derrubada a necessidade de diploma para o profissional da área. Após uma longa jornada dos profissionais contra a maré política, a decisão seria modificada em 7 de Agosto de 2012 pelos senadores, colocando novamente o jornalismo em seu lugar de direito: Uma ciência acadêmica antes de uma profissão.

O retorno do jornalista ao cargo de pensador e desenvolvedor cientifico fomenta a idéia de crescimento. Segundo Poliana Matta, este está diretamente ligado a fé que se deposita no meio que ele usa para comunicar. O jornalista deve dedicar-se inteiramente ao jornalismo, a fim de crescer junto com o meio.

Aos jornalistas, no dia em que a homenagem é prestada a alguém que morreu pela profissão, exaltamos aqueles que vivem por ela. Como formador de opinião, que é principal peça de construção social, o comunicador traz consigo a moeda mais valiosa capaz de modificar culturas, destituir poderes e mobilizar as massas: A formação de opinião.

OPINIÕES –A reportagem ouviu depoimentos de jornalistas importantes da cidade, que falaram sobre a importância deste momento na vida da imprensa local. Veja as opiniões:

‘” Quero parabenizar os companheiros de profissão, porque não deixa de ser uma profissão de fé,  visto que, o jornalista é acima de tudo um idealista, cuja principal tarefa, além de testemunhar a história é transforma-la”  (Wanderson Nogueira – Diretor de Jornalismo da Rádio Nova Friburgo AM).

“ Parabenizo os colegas que abraçaram esta profissão, tão importante nos dias atuais. Acima do diploma é necessário conhecimento, vivência, amor à profissão, ser observador e antenado com todas as mudanças inerentes ao exercício da função” (Gutemberg Soares – jornalista)

“ O dia 7 de abril, é um dia interessante, e temos que parabenizar os nossos profissionais de jornalismo enaltecendo o trabalho e cada um.é um dia para fazer reflexão sobre a qualidade do jornalismo que prestamos e a qualidade do jornalismo que queremos” (Landri Schettini – jornalista integrante da equipe de comunicação do Deputado Glauber Braga)

“ O jornalismo é uma profissão das mais importantes da atualidade, ao povo. Ele leva ao povo as verdades que muitos gostariam ver escondidas.   É preciso sempre lutarmos pelo direito a informação, pois só assim alcançaremos certa liberdade” (Ricardo Leone – jornalista e delegado sindical em Nova Friburgo)

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