Pelo
menos três assembleias legislativas que serão atingidas com a redução de vagas de
parlamentares dos Estados na Câmara Federal anunciaram
nesta quarta-feira (10) que vão recorrer da decisão do TSE (Tribunal Superior
Eleitoral). A alteração das cadeiras foi aprovada por cinco votos a dois, em
sessão nessa terça-feira (9), em Brasília.
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UNIDADE
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DEPUTADOS HOJE
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A PARTIR DE 2014
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São Paulo
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70
|
70
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|
Minas Gerais
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53
|
55 (+2)
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Rio de Janeiro
|
46
|
45 (-1)
|
|
Bahia
|
39
|
39
|
|
Rio Grande do Sul
|
31
|
30 (-1)
|
|
Paraná
|
30
|
29 (-1)
|
|
Pernambuco
|
25
|
24 (-1)
|
|
Ceará
|
22
|
24 (+2)
|
|
Pará
|
17
|
21 (+4)
|
|
Maranhão
|
18
|
18
|
|
Goiás
|
17
|
17
|
|
Santa Catarina
|
16
|
17 (+1)
|
|
Paraíba
|
12
|
10 (-2)
|
|
Piauí
|
10
|
8 (-2)
|
|
Espírito Santo
|
10
|
9 (-1)
|
|
Alagoas
|
9
|
8 (-1)
|
|
Amazonas
|
8
|
9 (+1)
|
|
Acre
|
8
|
8
|
|
Amapá
|
8
|
8
|
|
Distrito Federal
|
8
|
8
|
|
Mato Grosso do Sul
|
8
|
8
|
|
Mato Grosso
|
8
|
8
|
|
Rio Grande do Norte
|
8
|
8
|
|
Rondônia
|
8
|
8
|
|
Roraima
|
8
|
8
|
|
Sergipe
|
8
|
8
|
|
Tocantins
|
8
|
8
|
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TOTAL
|
513
|
513
|
Segundo a Constituição, para cada deputado federal os Estados têm direito três vagas no parlamento estadual. Ao todo, os oito Estados atingidos perderão 30 vagas, que serão criadas em outros cinco Estados: Amazonas, Santa Catarina (que terão mais três vagas), Ceará, Minas Gerais (mais seis vagas) e Pará (mais 12 vagas).
Recurso
Segundo
o procurador da Assembleia Legislativa da Paraíba, Abelardo Jurema Neto, a casa
vai tentar um acordo com todas as assembleias atingidas. "A ideia é fazer
uma coisa de forma uníssona. Mas faremos um estudo ainda, mas com certeza
iremos provocar o STF, para que se pronuncie", disse. No Estado, o número
de vagas deve ser reduzido de 36 para 30.Segundo o procurador, o argumento que deve ser debatido inicialmente é a competência do TSE em decidir sobre vagas na Câmara Federal. "Queremos que seja analisado o fundamento apresentado pelo ministro Marco Aurélio Melo, que foi apoiado pela ministra Carmen Lúcia, sobre se o TSE tem o poder de alterar a distribuição das vagas por meio de uma resolução. Os dois ministros são integrantes do STF e apresentaram votos lúcidos e diretos sobre o tema", argumentou.
Na noite dessa terça, Marco Aurélio Melo questionou a votação do TSE, alegando não ser responsabilidade da Justiça Eleitoral definir a representação dos Estados. "A República está assentada em três Poderes. São harmônicos e independentes. A Constituição delimita o campo de atuação e cada Poder e o faz em bom vernáculo", afirmou, criticando a definição do TSE.
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