Pedro Toledo (contato@pedrotoledo.net.br)
Elaborado
em 1999 pela então secretária Lucia
Cortes, o projeto inicialmente se chamava “Revelando Artistas”. Já em 2001, com
a virada de governo, o ex-prefeito Paulo Azevedo reservou o Palácio Barão de
Nova Friburgo para a escola, já que o porão do mesmo era abrigo do Centro de
Arte de Nova Friburgo. Mas foi somente no governo da ex-prefeita Saudade Braga,
que o projeto foi oficialmente hospedado no prédio com o nome de Oficina Escola
de Artes de Nova Friburgo.
O
Jornal Nova Imprensa entrevistou o diretor da Oficina Escola, Rodrigo
Guadagnini, e segundo ele a escola passou por muitos ciclos na última década, o
que possibilitou um avanço tanto na cobertura quanto na qualidade dos serviços
prestados na escola. Rodrigo afirma ainda que os investimentos e os esforços
trouxeram maior amplitude para a população, já que nos primeiros anos de vida o
projeto era integralmente voltado para os alunos da rede pública municipal e
estadual de ensino, e nesse segundo ciclo realizado em 2008, a Oficina Escola
abriu as portas, tornando o que Rodrigo chama de “pontão de cultura”.
A
partir disso, a oficina escola passou a receber alunos de escolas privadas e a
população em geral. Rodrigo frisou ainda, que no inicio do projeto, somente
eram admitidos alunos de até 16 anos e neste segundo momento da Escola de
Artes, atendemos todas as idades a partir de 3 anos de idade.
É
sabido que as artes possuem influência direta no desenvolvimento humano,
podendo acelerar processos lógicos, assim como colabora na construção de
personalidade. E para provar que a arte também pode, não só construir, mas
moldar o ser humano após seu desenvolvimento, a Oficina Escola abriga também um
projeto, em comunhão com o judiciário, a fim de aplicar penas alternativas para
os transgressores. A pena vai além de uma mera restituição à sociedade por
algum erro cometido, colabora na reconstrução do cidadão, uma vez que a arte
possui essa característica felicinética e motivacional.
Com
base no mesmo princípio de formação social, a oficina escola recebe também os
pequenos cidadãos, que a partir do 3 anos de idade, são educados nos mais
diversos campos artísticos, colaborando no desenvolvimento neuropsíquico dos
alunos.
Outros
projetos, também vinculados a Oficina escola de Artes são o Ponto de Cultura do
bairro de Olaria, na região central da cidade, e a Casa de Cultura de
Riograndina, que tem a sede localizada na antiga estação de trem, que funcionam
como “braços” da Escola de Artes, e proporcionam atividades artísticas para que
os alunos não precisem deslocar-se até a Oficina Escola de Artes, no Centro. A
escola foi vinculada a outros projetos, como a Queijaria escola, que está
atualmente retomando os laços com o Estado Suíço, e estreitando a cultura dos
dois povos, e o ponto de cultura Mãos de Luz, em São Pedro da Serra, a fim de
expandir ainda mais a cobertura da instituição.
Os
cursos da instituição são gratuitos, embora Rodrigo reforce que toda ajuda é
bem vinda, já que se faz necessária a manutenção do material, que não é
facilmente acessível através das parcerias e apoios, como as cordas dos
instrumentos, as sapatilhas do balé e até mesmo os pincéis de artes plásticas.
Hoje a Oficina recebe apoio da prefeitura e de iniciativa privada, através da
associação de pais e amigos da Oficina Escola, que esta habilitada a receber
aporte financeiro.
A
Escola de Artes de Nova Friburgo abriga, hoje, cursos nos mais diversos campos
artísticos. Os cursos oferecidos pela instituição são teatro, balé, Dança
contemporânea, circo, desenho, artesanato em cerâmica, artesanato em tecido,
canto coral, cavaquinho, Instrumentos de sopro (flauta transversa, trombone,
saxofone, trompete) e também percussão (disponível em Olaria e Riograndina).
Segundo a escola, de todos os cursos, ainda há vagas disponíveis para canto
coral, teatro, artesanato, circo e artesanato em recicláveis.
A
Oficina Escola de Artes de Nova Friburgo vai além de uma simples instituição de
artes, levantando a sua importância diante da sociedade friburguense, a escola
ajuda não só a formar cidadãos friburguenses, mas também colabora na reformação
desses cidadãos. Isso só reforça a necessária presença da cultura no âmbito
social e valoriza ainda mais os profissionais que se importam não só com o
particular, mas valorizam o coletivo.
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