3 de junho de 2013

Balé de garotas cegas estimula a inclusão de pais e alunos em colégio de São Paulo

         Ana Krepp (Fiolha de São Paulo)

Pais e mães chegaram ao colégio em que os filhos estudam para participar de uma reunião pedagógica e assistir a uma apresentação de balé. Tudo normal até aí. O que eles não sabiam é que teriam uma experiência única: vendados, foram guiados pelo corpo de balé formado por meninas cegas para um passeio dentro da escola.

         A "grata surpresa", como os próprios pais se referem à experiência, aconteceu este mês no colégio Doze de Outubro, localizado na zona sul de São Paulo. Uma semana antes, os alunos assistiram à mesma apresentação da ABCFB (Associação de Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini) e ficaram boquiabertos com o que viram. O corpo de baile, formado por 15 bailarinas com deficiência visual, acertou todos os passos e dançou com total segurança.

         "A gente ficava em dúvida se aquelas meninas não estavam enganando a gente. Elas ficavam nos lugares certos, sem se bater, impressionante", diz Marilise Pilon, mãe de duas alunas, de dez e 14 anos.

 

 

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