FELIPE
SELIGMAN/ MÁRCIO FALCÃO
Pelas regras do CNJ, ficam proibidas indicações para funções de confiança e cargos em comissão quando o candidato tiver sido condenado, pelo menos em 2ª instância, por atos de improbidade e outros crimes, como aqueles cometidos contra a administração pública, os hediondos e os praticados por organizações criminosas. O impedimento vale para quem tiver contas de cargos ou funções públicas "rejeitadas por irregularidade insanável" ou tenha sido alvo de demissão em cargos públicos por justa causa ou tenha o registro profissional cassado.
Dados
do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostram que de 90 tribunais sob os
cuidados do órgão, 28 não cumprem integralmente uma resolução que exige
"ficha limpa" para contratação de funcionários comissionados,
ocupantes de funções de confiança e terceirizados do Judiciário. A medida está
em vigor desde 2012 e vale para Justiça Federal, Eleitoral, estadual, Militar e
tribunais de contas, além de tribunais superiores.
Pelas regras do CNJ, ficam proibidas indicações para funções de confiança e cargos em comissão quando o candidato tiver sido condenado, pelo menos em 2ª instância, por atos de improbidade e outros crimes, como aqueles cometidos contra a administração pública, os hediondos e os praticados por organizações criminosas. O impedimento vale para quem tiver contas de cargos ou funções públicas "rejeitadas por irregularidade insanável" ou tenha sido alvo de demissão em cargos públicos por justa causa ou tenha o registro profissional cassado.
Dos
28 tribunais com pendências em relação à norma, segundo o CNJ, 3 são tribunais
regionais federais, 8 tribunais regionais do trabalho, 7 tribunais regionais
eleitorais e 10 tribunais de Justiça. Entre eles, ainda segundo o conselho,
estão os TJs de SP e GO. Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ,
Joaquim Barbosa enviou ofício, no dia 31 de maio, questionando o atraso das
cortes em cumprir a resolução.
No documento, Barbosa
concede mais 15 dias para os tribunaisn regularizarem a situação. O prazo passa
a contar a partir da notificação.
Inicialmente, a ideia do CNJ era que em janeiro todo o
recadastramento dos servidores estivesse concluído, mas já houve uma
prorrogação na época. Isso porque apenas três tribunais tinham cumprido as
normas. Em relação a alguns tribunais, como o TJ de Goiás, Barbosa chega a
dizer que "não são razoáveis as escusas apresentadas" pelas cortes
para não cumprirem as regras. O ofício diz que os tribunais descumpriram artigo
da norma que veda "a manutenção, aditamento ou prorrogação de contrato de
prestação de serviços com empresa que tenha entre seus empregados colocados à
disposição dos tribunais para o exercício de funções de chefia"
funcionários sem "ficha limpa".
De
acordo com o conselho, os contratos de terceirização são os que apresentam
maior problemas para o cumprimento do "ficha limpa".
A justificativa dos tribunais é que as
licitações anteriores não exigiam antecedentes criminais. Barbosa afirma, no
ofício, que "nem mesmo o número elevado de servidores de alguns tribunais
justifica tal demora, pois compete aos presidentes a organização dos recursos
humanos dos órgãos para implantação das medidas necessárias ao cumprimento da
resolução". Autor da resolução, o conselheiro Bruno Dantas diz que, apesar
do atraso, há empenho dos tribunais para cumprir a regra. "Não é possível
debitar em má fé."
OUTRO
LADO – O Tribunal de Justiça de São
Paulo informou que considera estar "cumprindo integralmente" a
resolução do Conselho Nacional de Justiça que exige ficha limpa para contratar
comissionados.
O tribunal disse que
"eventuais problemas estão sendo identificados e até o término do prazo
concedido serão tomadas as providências" para regularizar pendências ou
iniciar os desligamentos.
Procurado,
o Tribunal de Justiça de Goiás informou "que cumpre integralmente a
resolução do CNJ". A Folha questionou o tribunal sobre a crítica de
Joaquim Barbosa, de que não são "razoáveis as escusas apresentadas"
para não cumprir a norma, mas a assessoria não se manifestou. (Fonte. Uol/SP)
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