Uma semana depois de inverter a mão do trânsito da Avenida
Ariosto Bento de Mello, o Coronel Hudson de Aguiar Miranda (diretor da Autran)
anunciou o retorno do sentido como era antes. Pressionada pelos comerciantes da
rua, a Autran voltou a atrás e cedeu a pressão. Quem é que manda no trânsito da
cidade? Para que serve a Autran?
Se o objetivo é solucionar o problema do trânsito local e
inversão da mão era a solução, porque agora não é mais? Como diz aquele
personagem
Dos programas de humor “ Quer dizer que aqui em Nova Friburgo a
Autran muda o trânsito e os comerciantes desmudam?”.
E o povo onde fica nessa história? Se a moda pegar, vai ficar
difícil consertar o trânsito da cidade porque a Autran determina um alteração e
os comerciantes dão outra ordem. O Governo Municipal não precisa consultar
ninguém para tomar suas decisões, aliás foi eleito para trabalhar pela cidade e
não tem que fazer enquetes entre comerciantes, como sugeriu um proprietário de
loja naquela rua.
Está na hora de pensar na cidade. Alguém tem que perder. Um dos
lados tem que ceder. Não se pode querer ganhar sempre, aliás nessa guerra de
engarrafamentos em que está mergulhado o trânsito da cidade, a Autran é a única
que não pode ceder a pressões psicológicas de empresários que só visam o lucro
próprio, esquecendo-se daqueles que lhes garantem o sustento, nesse caso o
povo.
Nova Friburgo virou uma cidade sem lei e que os beneficiados são
uma minoria privilegiada acostumada a mordomias, benesses e outros privilégios.

Nenhum comentário:
Postar um comentário