Agência Brasil
A juíza Paula do Nascimento Barros Gonzalez Teles, da 1ª Vara Cível de Nova
Friburgo, determinou que o teleférico da cidade continuará interditado até que
laudos de engenheiros atestem a segurança do equipamento. Principal atração turística do município, o
teleférico está fora de atividade desde a tragédia de janeiro de 2011. As
chuvas provocaram a morte de mais de 900 pessoas e deixaram milhares de
desabrigados na região. O processo que apura irregularidades nas medidas de
segurança do complexo, que inclui um hotel e um boliche, teve início naquele
ano.
Pela decisão,
a Empresa Friburguense Ltda, responsável pelo teleférico, tem de apresentar à
Justiça, sem prazo determinado, laudos de profissionais de reconhecida
especialidade em engenharias estrutural, elétrica, mecânica e mecânica de solos
e de hidrologia, com anotação de responsabilidade técnica perante o Conselho
Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) do Rio de Janeiro.
Segundo o
subsecretário da Defesa Civil de Nova Friburgo, Robson Teixeira, no início
deste mês, foi feito um teste de carga, no qual sacos de areia, pesando 150
quilos, de foram colocados, durante 24 horas, nas 22 cadeiras do equipamento.
"O teleférico ficou funcionando com esse peso durante o dia inteiro e
nenhum problema foi encontrado. Nosso laudo não foi contra a continuidade da
atividade", disse Teixeira.
De acordo com
a juíza, o teleférico só voltará a funcionar se for comprovada a plena
segurança de toda a área, já que esta é a expectativa da população
friburguense. "Desinterditar o teleférico significa dizer à população que
o equipamento é seguro, e não é isso que o laudo pericial afirma. O documento atesta
a segurança do complexo, desde que realizados as manutenções e reparos. E é
isso que estamos propondo: a execução dos reparos apontados para tornar
novamente possível a atividade na área."
Segundo o
laudo pericial, o hotel e as demais instalações do teleférico não se encontram
em área de preservação permanente e o terreno onde fica o complexo está seguro
do ponto de vista geotécnico. Conforme o laudo, a interdição não será mais
necessária, desde que a reabertura seja condicionada a uma análise criteriosa,
por profissional de reconhecida competência, das condições das torres das
linhas do teleférico. A perícia apontou também problemas de drenagem que exigem
tratamento adequado.
O proprietário
do complexo, Rodolfo Acri, informou que estão sendo tomadas as medidas
necessárias para reconhecimento da segurança da área e para que o teleférico
volte a funcionar. “Desde a tragédia de 2011, alegam falta de segurança do
complexo. Inúmeras exigências foram feitas desde o início do processo, e em
todas providenciei reparos. Espero que esta seja a última", disse Acri.
De acordo com
Acri, o teleférico recebia cerca de 3 mil pessoas por dia nos fins de semana.
"Alegaram que as torres que sustentam o equipamento estão comprometidas,
mas apenas uma foi atingida na tragédia e devidamente substituída. Já fiz o
pedido dos laudos aos engenheiros. Minha expectativa é ter, até a próxima
sexta-feira (26), os resultados em mãos e dar entrada no pedido de reabertura”,
concluiu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário