Exceto os vereadores
Renato Abi-Ramia, Alexandre Cruz e Nami Nacif que estavam representando a Câmara
Municipal em reunião importante no Rio de Janeiro, os demais receberam os 27
friburguenses inscritos e os demais representantes do movimento popular, que
solicita uma audiência pública, para debater vários assuntos, segundo eles, do
interesse da coletividade.
O presidente Márcio
Damazio iniciou o encontro falando da importância daquele momento, a
disponibilidade da casa em receber todos e a vontade de realizar a Audiência
Pública, no Plenário João Bazet, com entrada de 100 pessoas e o fechamento da
rua Farinha Filho e um telão na rua, para que as demais pessoas possam acompanhar
o evento.
Antes dele
concluir seu pensamento, houve manifestação de representantes, os ânimos se
exaltaram, vários vereadores como Marcelo Verly, Wanderson Nogueira, Dr. Luiz Fernando,
Professor Pierre e Claudio Damião se sucederam tentando explicar os motivos da
decisão da Câmara que é a casa do povo e por isso, a Audiência Pública teria
que ser realizada lá.
Os vereadores
reiteraram a importância da presença da população no espaço legislativo, tanto
nas reuniões ordinárias onde ocorrem as votações dos projetos, quanto nas
audiências públicas promovidas pela Câmara e no acompanhamento permanente dos
trabalhos legislativos.
O tempo passou
e não se chagava a conclusão nenhuma, porque sucederam-se uma série de
depoimentos de figuras conhecidas na cidade como: Natalia Silva (Associação dos
Moradores de Duas Pedras), Edil Nunes (sindicalista), Rodrigo Guimarães (Ong
Eco Social), Silvio Poeta (escritor), Neilton Lima (sindicalista), Dib Curi
(jornalista), e representantes do movimento como: Herick Silva, Ianna Daflon,
Denise Lopes, Janaina Gralato, entre outros
Apesar dos
manifestantes insistirem que o movimento não tem líderes, o que se viu na Câmara
na noite desta quarta-feira, foram duas correntes diferentes, cada uma querendo
uma coisa diferente. Uma reunião que tinha tudo para ser tranqüila, teve que
ser interrompida, porque os manifestantes exigiram que a Audiência Pública não
seja na Câmara Municipal, mas em local
público.
Prova disso fôramos
locais sugeridos para o evento: Nova Friburgo Country Clube, Teatro Municipal,
Ginásio Frederico Sichel do SESI em Conselheiro Paulino, Praça Dermeval Barbosa
Moreira. Até aí tudo normal se um deles não tivesse proposto o Campo do
Friburgo na rua Dante Laginestra que se transformou em estacionamento desde o
final de 2009 e o Estádio Raul Sertã, interditado desde a tragédia de 12 de janeiro
de 2011, porque foi destruído pela lama que foi colocada no campo e até agora
não foi recuperado.
Depois de mais
de duas horas de discussões, os vereadores ouviram atentamente as demandas
apresentadas e acolheram os locais sugeridos e agora a Câmara enviará ofícios às instituições
sugeridas solicitando dessas a liberação do espaço para a realização da
audiência.
Mesmo assim,
os manifestantes formaram uma comissão para acompanhar o trabalho dos
vereadores, composta por: Carlos Pinto, Silvio Poeta, Chel Meligate, Ianna
Daflon, Leon Domingues, Denise Lopes, Ivan prado Fernandes, Juliana Santos,
Herick Silva, Philipe Moraes, Ramon Porto e Janaina Gralato.
O que se
concluiu da reunião é que a Audiência Pública inicialmente prevista pelos organizadores
para dia 03 de agosto, ainda não tem data para acontecer, e, a metodologia do
encontro e outros procedimentos serão formalizados na próxima terça-feira.
Enquanto os
vereadores se reuniram para terminar a reunião e responder mais positivamente
os manifestantes, um grupo deles acampou no plenário João Bazet.
Os vereadores
ouviram atentamente as demandas apresentadas e acolheram os locais sugeridos. A
Câmara enviará ofícios às instituições sugeridas solicitando dessas a liberação
do espaço para a realização da audiência.
FOTOS JOSE DUARTE
Acompanhados pelos demais vereadores o presidente Marcio Damasio tentou explicar o posicionamento da casa
Os depoimentos foram acalorados e contundentes
Alguns manifestantes acamparam no Plenário João Bazet
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