11 de julho de 2013

Manifestantes discordam dos vereadores e Audiência Pública continua indefinida.

Exceto os vereadores Renato Abi-Ramia, Alexandre Cruz e Nami Nacif que estavam representando a Câmara Municipal em reunião importante no Rio de Janeiro, os demais receberam os 27 friburguenses inscritos e os demais representantes do movimento popular, que solicita uma audiência pública, para debater vários assuntos, segundo eles, do interesse da coletividade.

O presidente Márcio Damazio iniciou o encontro falando da importância daquele momento, a disponibilidade da casa em receber todos e a vontade de realizar a Audiência Pública, no Plenário João Bazet, com entrada de 100 pessoas e o fechamento da rua Farinha Filho e um telão na rua, para que as demais pessoas possam acompanhar o evento.
   
Antes dele concluir seu pensamento, houve manifestação de representantes, os ânimos se exaltaram, vários vereadores como Marcelo Verly,  Wanderson Nogueira, Dr. Luiz Fernando, Professor Pierre e Claudio Damião se sucederam tentando explicar os motivos da decisão da Câmara que é a casa do povo e por isso, a Audiência Pública teria que ser realizada lá.

Os vereadores reiteraram a importância da presença da população no espaço legislativo, tanto nas reuniões ordinárias onde ocorrem as votações dos projetos, quanto nas audiências públicas promovidas pela Câmara e no acompanhamento permanente dos trabalhos legislativos.

O tempo passou e não se chagava a conclusão nenhuma, porque sucederam-se uma série de depoimentos de figuras conhecidas na cidade como: Natalia Silva (Associação dos Moradores de Duas Pedras), Edil Nunes (sindicalista), Rodrigo Guimarães (Ong Eco Social), Silvio Poeta (escritor), Neilton Lima (sindicalista), Dib Curi (jornalista), e representantes do movimento como: Herick Silva, Ianna Daflon, Denise Lopes,  Janaina Gralato, entre outros

Apesar dos manifestantes insistirem que o movimento não tem líderes, o que se viu na Câmara na noite desta quarta-feira, foram duas correntes diferentes, cada uma querendo uma coisa diferente. Uma reunião que tinha tudo para ser tranqüila, teve que ser interrompida, porque os manifestantes exigiram que a Audiência Pública não seja na Câmara Municipal,  mas em local público.

Prova disso fôramos locais sugeridos para o evento: Nova Friburgo Country Clube, Teatro Municipal, Ginásio Frederico Sichel do SESI em Conselheiro Paulino, Praça Dermeval Barbosa Moreira. Até aí tudo normal se um deles não tivesse proposto o Campo do Friburgo na rua Dante Laginestra que se transformou em estacionamento desde o final de 2009 e o Estádio Raul Sertã, interditado desde a tragédia de 12 de janeiro de 2011, porque foi destruído pela lama que foi colocada no campo e até agora não foi recuperado.

Depois de mais de duas horas de discussões, os vereadores ouviram atentamente as demandas apresentadas e acolheram os locais sugeridos e agora  a Câmara enviará ofícios às instituições sugeridas solicitando dessas a liberação do espaço para a realização da audiência.

Mesmo assim, os manifestantes formaram uma comissão para acompanhar o trabalho dos vereadores, composta por: Carlos Pinto, Silvio Poeta, Chel Meligate, Ianna Daflon, Leon Domingues, Denise Lopes, Ivan prado Fernandes, Juliana Santos, Herick Silva, Philipe Moraes, Ramon Porto e Janaina Gralato.

O que se concluiu da reunião é que a Audiência Pública inicialmente prevista pelos organizadores para dia 03 de agosto, ainda não tem data para acontecer, e, a metodologia do encontro e outros procedimentos serão formalizados na próxima terça-feira.

Enquanto os vereadores se reuniram para terminar a reunião e responder mais positivamente os manifestantes, um grupo deles acampou no plenário João Bazet.

Os vereadores ouviram atentamente as demandas apresentadas e acolheram os locais sugeridos. A Câmara enviará ofícios às instituições sugeridas solicitando dessas a liberação do espaço para a realização da audiência.

 FOTOS JOSE DUARTE
    

Acompanhados pelos demais vereadores o presidente Marcio Damasio tentou explicar o posicionamento da casa
                                    Os depoimentos foram acalorados e contundentes

             Alguns manifestantes acamparam no Plenário João Bazet

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