Com o saldo de
sete óbitos na tragédia (sendo seis na Rua General Andrade Neves e um na Rua
Luiz Mateus Garcia), 16 deslizamentos e 71 imóveis interditados, pode-se dizer
que o número de mortes só não foi maior porque muitos moradores deixaram suas
casas a tempo. No entanto, a questão das encostas não é a única que aflige quem
reside na Vilage.
O fato de
funcionar no bairro o campus de uma universidade particular ocasiona outra dor
de cabeça. “O que muitos alunos e professores fazem é uma falta de respeito.
Estacionam veículos em locais irregulares, fazem fila dupla e, em alguns casos,
param até mesmo na frente de garagens. Infelizmente não há fiscalização”, diz
uma moradora, que cobra maior rigor da Autarquia Municipal de Trânsito.
Mesmo tendo
seu número de moradores reduzido nos últimos anos, o comércio da Vilage
continua em pleno funcionamento. Quem mora na localidade tem ao alcance
diversos pontos comerciais como padaria, açougue, armazéns, oficinas, posto de
gasolina, além da proximidade do centro de Nova Friburgo. Ano após ano, a
população vai virando uma triste página da história do bairro e buscando
escrever novos capitulos

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