Pedro Toledo
Os professores da Rede Pública de Ensino de
Nova Friburgo se reuniram para decidir como e quando acontecerão a paralisação
e manifesto para reivindicar a reposição de 30% sobre o salário, abono e
chamamento dos concursados de 1999 e 2007 para os cargos vagos do magistério na
cidade. Na terça, 25, houve paralisação dos professores por 24 horas. Os
profissionais se reuniram em frente a Prefeitura Municipal e foram recebidos,
pela vice prefeita Grace Arruda. Na ocasião a vice-prefeita afirmou que as
necessidades da categoria serão atendidas, mas que para isso “será necessário
um estudo de impacto financeiro” a fim de evitar transtornos ainda maiores em
outras áreas.
Os pedidos dos
profissionais da educação são uma
iniciativa para melhorar não só a qualidade do ensino através de incentivos aos
professores, mas também uma estratégia da assembléia para valorizar as
condições de trabalho e remuneração da categoria.
Na reunião que decidiu
os próximos passos do movimento, a Prefeitura Municipal entregou aos integrantes da assembléia um ofício contendo
propostas de datas para encontros com a categoria. A agenda aponta encontros
nos dias 04, 11, 18, 25 de julho e 1° de agosto como dias para a discussão das
reivindicações.
Os professores da cidade
vem sofrendo com baixos salários e falta de incentivos no ambiente de trabalho,
“ o governo investe em programas educacionais, mas não investe na estrutura e
nos educadores”, afirmou uma das professoras da rede pública de ensino.
As paralisações deverão
acontecer nos próximos dias 10 e 11 e contarão com manifesto público na Praça
Dermeval Barbosa Moreira, que vem sendo palco nas ultimas semanas de protestos
massivos acerca da política que o município vem adotando em diversas áreas da
administração pública. Após a manifestação do dia 10, haverá uma reunião com o
governo mediada comissão de Educação, do poder Legislativo, o que aproximará os
diálogos entre as duas partes.
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