A notícia é
verdadeira, 10 por cento da população de Nova Friburgo está em área de alto
risco, ou seja 18.632 moradias da cidade. Os números foram transmitidos na
audiência pública realizada pela Defesa Civíl na noite da última sexta-feira na
Câmara Municipal de Nova Friburgo. Mas não é só isso. Segundo o Plano de
Redução de Riscos do município 4.656 moradias estão em locais com perigo de
escorregamento e 664 moradias em locais sujeitos a inundação.
O plano foi
elaborado em 2007 e após a tragédia de 2011, os números cresceram devido as
transformações que o desastre climático provocou com diversas mudanças na
estrutura geográfica da cidade.
Durante a
audiência o geólogo Luiz Antonio Bongiovanni fez um amplo levantamento da
situação e apresentou inúmeras propostas de medidas estruturais que podem
solucionar o problema, mas a Defesa civil que não descansou desde 2011 está
empenhada em ampliar seu trabalho visando o bem do povo.
O Tenente
Coronel BM João Paulo Mori (Coordenador
da Defesa Civil de Nova Friburgo), que comandou a reunião proposta pelo
Vereador Ricardo Figueira, informou que o trabalho já começou e a equipe da DC,
está a disposição da população para quaisquer esclarecimentos “a participação
da comunidade é fundamental para a disseminação e aplicação do estudo. A
cooperação de todos os moradores da cidade, principalmente das áreas
consideradas de riscos, é importante
para o sucesso da implantação deste projeto”. Finaliza o Coronel.
A Defesa Civil mostrou
como os novos dados vão ajudar na revisão do plano de redução de riscos do
município. Os 11 técnicos, entre engenheiros e geólogos, identificaram, em 20
comunidades vistoriadas, 99 áreas de risco de deslizamentos e inundações,
divididas em quatro níveis: risco muito alto, alto, médio e baixo.
Os técnicos tomaram como base como base relatórios do
Departamento de Recursos Minerais, Instituto do Meio Ambiente e Empresa de
Obras Públicas do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, as 20 comunidades
avaliadas em Nova Friburgo apresentam áreas de risco de deslizamentos; duas
também podem sofrer inundações: Riograndina e Córrego Dantas; São Geraldo foi o
que apresentou mais setores de risco alto e muito alto.
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