Engarrafamentos,
medidas que pioram o fluxo, ausência de agentes fiscalizadores e falta de vagas
para estacionar são comuns na cidade
Leonardo Lima
Que o trânsito é um dos grandes
problemas enfrentados pelos friburguenses, todos sabem. Que a situação não é
fácil de ser resolvida e, governo após governo, continua igual – se não pior,
idem. Agora, que a Autarquia Municipal de Trânsito (Autran) parece perdida em
suas tentativas de amenizar o caos, isso pode até soar como novidade.
Vejamos o
exemplo da Avenida Ariosto Bento de Mello, uma das principais vias comerciais
de Nova Friburgo. No último dia 15, a Autran inverteu sua mão, com o sentido
dos veículos passando a ser em direção à Avenida Alberto Braune. A
justificativa era de que a medida aliviaria o fluxo de carros e motos na Praça
Dermeval Barbosa Moreira e na Rua Dante Laginestra. Além disso, diminuiria o
número de automóveis parados nas chamadas “filas duplas”.
No entanto, o
tiro parece ter saído pela culatra. “Já não foi a primeira vez que fizeram essa
mudança. Era previsível que novamente não daria certo. Alegaram que quem vinha
da Rua Eugênio Muller poderia entrar na Ariosto para pegar a Alberto Braune. Só
que isso diminuiu muito o movimento. Quase que todos os lojistas reclamaram”,
afirma a comerciante Mabel Marques, relembrando que foi feito um abaixo
assinado para que a Autarquia voltasse atrás em sua posição.
Quem
compartilha a opinião de Mabel é a também comerciante Lae Rodrigues. “Agora sim
aconteceu o que nós esperávamos. A Autran voltou a inverter o sentido da
avenida e o movimento das lojas praticamente já é o mesmo de antes”, diz.
Entretanto, segundo ela, o problema dos veículos parados de maneira irregular
permanece. “Até há fiscalização, mas não tem jeito. Continuam a estacionar em
fila dupla, prejudicando o fluxo do trânsito”, comenta.
Vagas para
estacionar? Onde?
Não bastasse
os constantes engarrafamentos, especialmente nos horários de rush, os
motoristas friburguenses sofrem também com a ausência de locais para
estacionar. Com isso, acabam ficando reféns dos estacionamentos rotativos. “É
uma brincadeira o que tem feito nessa cidade. Ou contamos com a sorte e achamos
vagas em uma das ruas que possui o tal do Zero (Zona de Estacionamento
Rotativo), ou recorremos aos estacionamentos particulares. Ser dono de
estacionamento em Nova Friburgo hoje deve ser uma maravilha”, ironiza o
publicitário Sandro Darrieux.
De acordo com
ele, algumas medidas adotadas pela Autran não fazem o menor sentido. “Gostaria
de saber o porquê das placas de proibição nas ruas localizadas ao redor do
(Colégio Nossa Senhora das) Dores. Parece que a intenção da Prefeitura é
dificultar a nossa vida e não ajudar”, protesta.
E a equipe de
Nova Imprensa foi até as ruas citadas por Sandro e flagrou a total ausência de
fiscalização da Autarquia. Mesmo com o estacionamento proibido na rua Juvenal
Namen, e em partes da Augusto Spinelli e Monsenhor Miranda, os motoristas não
se intimidaram. Dezenas de veículos se encontravam estacionados de maneira
irregular. Afinal: vale o que está escrito nas placas? Cadê os agentes de
trânsito para coibir as irregularidades e orientar os condutores? Dúvidas e
mais dúvidas pairam no ar. Resta saber qual será a próxima medida adotada pela
Autran. Que ela, pelo menos, ela venha a ter alguma serventia.
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