12 de agosto de 2013

Trânsito em Nova Friburgo é sinônimo de caos

Engarrafamentos, medidas que pioram o fluxo, ausência de agentes fiscalizadores e falta de vagas para estacionar são comuns na cidade

Leonardo Lima

            Que o trânsito é um dos grandes problemas enfrentados pelos friburguenses, todos sabem. Que a situação não é fácil de ser resolvida e, governo após governo, continua igual – se não pior, idem. Agora, que a Autarquia Municipal de Trânsito (Autran) parece perdida em suas tentativas de amenizar o caos, isso pode até soar como novidade.

Vejamos o exemplo da Avenida Ariosto Bento de Mello, uma das principais vias comerciais de Nova Friburgo. No último dia 15, a Autran inverteu sua mão, com o sentido dos veículos passando a ser em direção à Avenida Alberto Braune. A justificativa era de que a medida aliviaria o fluxo de carros e motos na Praça Dermeval Barbosa Moreira e na Rua Dante Laginestra. Além disso, diminuiria o número de automóveis parados nas chamadas “filas duplas”.

No entanto, o tiro parece ter saído pela culatra. “Já não foi a primeira vez que fizeram essa mudança. Era previsível que novamente não daria certo. Alegaram que quem vinha da Rua Eugênio Muller poderia entrar na Ariosto para pegar a Alberto Braune. Só que isso diminuiu muito o movimento. Quase que todos os lojistas reclamaram”, afirma a comerciante Mabel Marques, relembrando que foi feito um abaixo assinado para que a Autarquia voltasse atrás em sua posição.

Quem compartilha a opinião de Mabel é a também comerciante Lae Rodrigues. “Agora sim aconteceu o que nós esperávamos. A Autran voltou a inverter o sentido da avenida e o movimento das lojas praticamente já é o mesmo de antes”, diz. Entretanto, segundo ela, o problema dos veículos parados de maneira irregular permanece. “Até há fiscalização, mas não tem jeito. Continuam a estacionar em fila dupla, prejudicando o fluxo do trânsito”, comenta.

Vagas para estacionar? Onde?
Não bastasse os constantes engarrafamentos, especialmente nos horários de rush, os motoristas friburguenses sofrem também com a ausência de locais para estacionar. Com isso, acabam ficando reféns dos estacionamentos rotativos. “É uma brincadeira o que tem feito nessa cidade. Ou contamos com a sorte e achamos vagas em uma das ruas que possui o tal do Zero (Zona de Estacionamento Rotativo), ou recorremos aos estacionamentos particulares. Ser dono de estacionamento em Nova Friburgo hoje deve ser uma maravilha”, ironiza o publicitário Sandro Darrieux.

De acordo com ele, algumas medidas adotadas pela Autran não fazem o menor sentido. “Gostaria de saber o porquê das placas de proibição nas ruas localizadas ao redor do (Colégio Nossa Senhora das) Dores. Parece que a intenção da Prefeitura é dificultar a nossa vida e não ajudar”, protesta.

E a equipe de Nova Imprensa foi até as ruas citadas por Sandro e flagrou a total ausência de fiscalização da Autarquia. Mesmo com o estacionamento proibido na rua Juvenal Namen, e em partes da Augusto Spinelli e Monsenhor Miranda, os motoristas não se intimidaram. Dezenas de veículos se encontravam estacionados de maneira irregular. Afinal: vale o que está escrito nas placas? Cadê os agentes de trânsito para coibir as irregularidades e orientar os condutores? Dúvidas e mais dúvidas pairam no ar. Resta saber qual será a próxima medida adotada pela Autran. Que ela, pelo menos, ela venha a ter alguma serventia.


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