22 de agosto de 2013

Uma noite de prevenção às drogas e muito bate-papo no Teatro Municipal

Leonardo Lima

O Teatro Municipal recebeu na noite da última terça-feira, 20, uma palestra interativa do músico, compositor e produtor João Guilherme Estrella, que inspirou o filme “Meu nome não é Johnny”, estrelado por Selton Mello. Durante o bate-papo, promovido pelo Educandário Miosótis, alunos, pais e pessoas interessadas no tema debateram a questão das drogas. João respondeu a uma série de perguntas da plateia e não saiu pela tangente. “O filme não mostra, mas depois que saí da prisão, em 1997, aos 35 anos, eu estava sem dinheiro e sem profissão. Meu sonho era entra para o mundo da música e, para isso, estudei canto e violão”.

João revelou que hoje, mais de quinze anos após reconquistar sua liberdade, sua carreira musical está consolidada, mas o início foi bastante complicado. “Trabalhei com pequenas produções. Todo dia pegava um trem na Central do Brasil e ia até Madureira. O grande barato foi que eu fazia tudo isso careta. Desde que fui preso já não usava mais drogas. Me ofereceram muito, até mesmo para voltar a traficar, mas de tanto que eu neguei eles desistiram”, brincou.

Neste domingo, ele lançará no Rio de Janeiro a banda e bloco carnavalesco BRoCKo,  que conta com a presença de Rodrigo Santos, do Barão Vermelho, e George Israel, do Kid Abelha. “Eu publiquei meu livro em 2004 e já nesta época foi um best-seller. Mas após o lançamento do filme, em 2007, minha vida passou por uma verdadeira avalanche. Por causa do “Meu nome não é Johnny” consegui gravar meu primeiro disco. Foi a realização de um sonho”, disse João.

Hoje - com outras ideias em mente, recuperado do vício das drogas e longe do mundo do tráfico - uma série de projetos está sendo colocada em prática. Isso inclui a abertura de uma clínica de recuperação para dependentes químicos e adaptação teatral de sua história, que deverá ter no papel principal o ator Marcos Palmeira. Quem foi à palestra, certamente saiu com uma certeza: João Guilherme Estrella é a prova viva de que, por mais difícil que seja a vida de uma pessoa afundada nas drogas, ela pode ser plenamente recuperada.



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