7 de outubro de 2013

Escola de Olaria realiza festival de poesias


Uma arte de Viniciar é o título do I Festival de Poesias do Colégio Municipal Dermeval Barbosa Moreira que vai acontecer nesta quarta-feira, 09n de outubro, O evento será no Clube de Xadrez, às19h e tem objetivo de homenagear um dos maiores poetas do nosso país, Vinicius de Moraes. Uma grande oportunidade para o corpo discente do colégio conhecer a vida e obra de Vinicius de Moraes, um apaixonado pelo Brasil. Uma personalidade que mesmo nos duros tempos da ditadura, soube defender suas idéias com muito ardor.

A iniciativa da direção do colégio Municipal Dermeval Barbosa Moreira, chega na hora em que há uma movimentação no Brasil, pela recuperação das tradições, especialmente na cultura, educação.

Poeta, jornalista, dramaturgo, diplomata e um dos maiores compositores do Brasil, Vinicius de Moraes que faria 100 anos no próximo dia 19. Carioca de nascimento, nasceu na rua Lopes Quintas no Jardim Botânico. Cursou a faculdade de direito, defendeu  tese sobre a vinda de d. João VI para o Brasil para ingressar no "Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais" (CAJU), onde fez amizade com  Otávio de Faria, San Thiago Dantas, Thiers Martins Moreira, Antônio Galloti, Gilson Amado, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Chermont de Miranda, Almir de Andrade e Plínio Doyle. Formou-se em direito e terminou o curso de oficial de reserva. Estimulado por Otávio de Faria, publicou seu primeiro livro, O caminho para a distância, na Schimidt Editora.

Publicou vários poemas e foi agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford (Magdalen College), para onde parte em agosto do mesmo ano. Funcionou como assistente do programa brasileiro da BBC e conheceu o poeta e músico Jayme Ovalle, de quem se tornou  um dos maiores amigos.

Fez jornalismo em A Manhã, como crítico cinematográfico e a colaborar no Suplemento Literário ao lado de Rineiro Couto, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Afonso Arinos de Melo Franco, sob a orientação de Múcio Leão e Cassiano Ricardo. Publicou suas Cinco elegias, em edição mandada fazer por Manuel Bandeira, Aníbal Machado e Otávio de Faria e ingressou, por concurso, na carreira diplomática.

Dirigiu o Suplemento Literário de O Jornal, onde lançou, entre outros, Oscar Niemeyer, Pedro Nava, Marcelo Garcia, Francisco de Sá Pires, Carlos Leão e Lúcio Rangel, em colunas assinadas, e publica desenhos de artistas plásticos até então pouco conhecidos, como Carlos Scliar, Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Eros (Martim) Gonçalves, Arpad Czenes e Maria Helena Vieira da Silva.

Foi nomeado delegado junto ao festival de Punta Del Leste, fazendo paralelamente sua cobertura para o Última Hora. Partiu logo depois para a Europa, encarregado de estudar a organização dos festivais de cinema de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, no sentido da realização dos Festival de Cinema de São Paulo, dentro das comemorações do IV Centenário da cidade. Em Paris, conhece seu tradutor francês, Jean Georges Rueff, com quem trabalha, em Estrasburgo, na tradução de suas Cinco elegias.

Em 1959 lançou o Lp Por Toda Minha Vida, de canções suas com Jobim, pela cantora Lenita Bruno. Com o filme Orfeu negro ganhou a Palme d'Or do Festival de Cannes e o Oscar, de Hollywood, como melhor filme estrangeiro do ano. Em 1961 começou a compor musica com Carlos Lira e Pixinguinha. Um ano depois se junta a Baden Powell, dando inicio à série de afro-sambas, entre os quais, "Berimbau" e "Canto de Ossanha". Compõe, com música de Carlos Lyra, as canções de sua comédia-musicada Pobre menina rica. Em agosto de 1962, fez  seu primeiro show, de larga repercussão, com Antônio Carlos Jobim e João Gilberto na boate AuBom Gourmet, que daria início aos chamados pocket-shows, e onde foram lançados pela primeira vez grandes sucessos internacionais como "Garota de Ipanema" e o "Samba da bênção"

Em 17 de abril de 1980 foi operado para a instalação de um dreno cerebral e morreu na manhã de 9 de julho, de edema pulmonar, em sua casa, na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher.
Extraviam-se os originais de seu livro O dever e o haver.


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