28 de outubro de 2013

Localizado na região central da cidade de Nova Friburgo, próximo ao cemitério municipal, o bairro do Cordoeira cresceu muito ao longo das últimas décadas e, hoje, é um dos mais populosos de Nova Friburgo. A proximidade com o Centro da cidade e com o comércio, além da facilidade no acesso, estão entre os principais benefícios de morar no local, considerado predominantemente residencial.

Contudo, os diversos problemas que podem ser encontrados no bairro mostram as dificuldades que os cidadãos estão enfrentando. Casas abandonadas desde a tragédia, ocorrida na cidade em janeiro de 2011, preocupam, e muito, os moradores. As residências foram desocupadas depois de determinação da Defesa Civil, logo após as fortes chuvas, que deixaram ao todo mais de 400 mortos em todo o município.  De acordo com Jorge José da Silva, presidente da associação de moradores do Cordoeira, as moradias abandonadas são utilizadas para diversos fins como, ponto de uso de drogas e para prática de sexo. “As pessoas usam as casas para várias coisas e isso nos preocupa, é ruim, principalmente para os moradores mais próximos do local. Nós gostaríamos que fosse tomada alguma atitude, talvez demoli-las. O que não pode é ficar do jeito que está”, disse. 

As casas estão localizadas na Vila Dom Bosco e são ao todo cerca de 8 habitações, as quais correm o risco de desabamento, podendo atingir outras moradias vizinhas do local. Ainda de acordo com Jorge, a Defesa Civil, freqüentemente, realizava visitas ao bairro, no entanto, há cerca de 15 dias isso não acontece. “No início algumas pessoas vinham, agora ninguém vem mais. O pessoal da defesa civil chega, olha de longe e vão embora, não fazem nada”, comentou.

Dayane Emri

Além da preocupação com as casas desocupadas, os moradores do bairro também se queixam da grande quantidade de entulho espalhados e a precária pavimentação das ruas que possuem buracos e depressões, a maioria destes na Rua Prefeito Amâncio, conforme constatou a equipe do MANCHETE DA HORA  em visita a localidade.

Outra questão que também incomoda os moradores do Cordoeira é o trajeto feito pelo coletivo, alterado desde 2011, após a queda de uma barreira, a qual ainda não foi removida. “O ônibus que circula no bairro está passando pela Vila Guarani, enquanto o certo seria ele passar pela Rua Fernando Ennes. Sendo que ali, próxima a chamada Curva do Caqui, tem uma barreira, caiu um muro, muito próximo, cerca de 100 metros da casa do vereador Francisco de Barro, e ninguém faz nada. Além disso, quando acontece uma chuva um pouco mais forte, devido aos problemas de calçamento da rua, o ônibus fica sem subir. Nós ficamos sem transporte. O que chama atenção é que ali passam caminhões de gás, de material de construção. Por que o ônibus não pode passar? Está faltando boa vontade”, afirmou Jorge.

Em nota, a Secretaria de Comunicação de Nova Friburgo afirmou que a Prefeitura já demoliu aproximadamente 30 casas que ofereciam risco a terceiros. Ainda segundo a Prefeitura Municipal, para próximas demolições é preciso, inicialmente, que as pessoas sejam cadastradas no aluguel social e que autorizem o procedimento.

Em relação a barreira na Curva do Caqui, entulhos e buracos nas vias, a prefeitura se comprometeu a enviar uma equipe da Secretaria de Obras ao local e realizar vistoria.


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