Localizado na região central da cidade de Nova Friburgo, próximo
ao cemitério municipal, o bairro do Cordoeira cresceu muito ao longo das
últimas décadas e, hoje, é um dos mais populosos de Nova Friburgo. A
proximidade com o Centro da cidade e com o comércio, além da facilidade no
acesso, estão entre os principais benefícios de morar no local, considerado
predominantemente residencial.
Contudo, os diversos problemas que podem ser encontrados no
bairro mostram as dificuldades que os cidadãos estão enfrentando. Casas
abandonadas desde a tragédia, ocorrida na cidade em janeiro de 2011, preocupam,
e muito, os moradores. As residências foram desocupadas depois de determinação
da Defesa Civil, logo após as fortes chuvas, que deixaram ao todo mais de 400
mortos em todo o município. De acordo
com Jorge José da Silva, presidente da associação de moradores do Cordoeira, as
moradias abandonadas são utilizadas para diversos fins como, ponto de uso de
drogas e para prática de sexo. “As pessoas usam as casas para várias coisas e
isso nos preocupa, é ruim, principalmente para os moradores mais próximos do
local. Nós gostaríamos que fosse tomada alguma atitude, talvez demoli-las. O
que não pode é ficar do jeito que está”, disse.
As casas estão localizadas na Vila Dom Bosco e são ao todo cerca
de 8 habitações, as quais correm o risco de desabamento, podendo atingir outras
moradias vizinhas do local. Ainda de acordo com Jorge, a Defesa Civil,
freqüentemente, realizava visitas ao bairro, no entanto, há cerca de 15 dias
isso não acontece. “No início algumas pessoas vinham, agora ninguém vem mais. O
pessoal da defesa civil chega, olha de longe e vão embora, não fazem nada”,
comentou.
Dayane Emri
Além da preocupação com as casas desocupadas, os moradores do
bairro também se queixam da grande quantidade de entulho espalhados e a
precária pavimentação das ruas que possuem buracos e depressões, a maioria
destes na Rua Prefeito Amâncio, conforme constatou a equipe do MANCHETE DA HORA em
visita a localidade.
Outra questão que também incomoda os moradores do Cordoeira é o
trajeto feito pelo coletivo, alterado desde 2011, após a queda de uma barreira,
a qual ainda não foi removida. “O ônibus que circula no bairro está passando
pela Vila Guarani, enquanto o certo seria ele passar pela Rua Fernando Ennes.
Sendo que ali, próxima a chamada Curva do Caqui, tem uma barreira, caiu um
muro, muito próximo, cerca de 100 metros da casa do vereador Francisco de
Barro, e ninguém faz nada. Além disso, quando acontece uma chuva um pouco mais
forte, devido aos problemas de calçamento da rua, o ônibus fica sem subir. Nós
ficamos sem transporte. O que chama atenção é que ali passam caminhões de gás,
de material de construção. Por que o ônibus não pode passar? Está faltando boa
vontade”, afirmou Jorge.
Em nota, a Secretaria de Comunicação de Nova Friburgo afirmou
que a Prefeitura já demoliu aproximadamente 30 casas que ofereciam risco a
terceiros. Ainda segundo a Prefeitura Municipal, para próximas demolições é
preciso, inicialmente, que as pessoas sejam cadastradas no aluguel social e que
autorizem o procedimento.
Em relação a barreira na Curva do Caqui, entulhos e buracos nas
vias, a prefeitura se comprometeu a enviar uma equipe da Secretaria de Obras ao
local e realizar vistoria.
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