FOTOS LEONARDO LIMA
A tragédia climática completou três anos no último dia 12 de
janeiro, mas isso é um mero detalhe, pois o panorama visual da cidade é de
obras inacabadas por todos os lados, inclusive, no centro da cidade. Exemplo
disso é o resto do edifício que caiu na Rua Cristina Ziede, transversal à Rua
Augusto Spinelli, em frente à antiga Mitra Diocesana.
Logo após a catástrofe foi feita a limpeza do local, mas os restos
do edifício continuam lá, sem reforma, enfeiando o centro da cidade e, até
agora, nenhum destino foi dado para o prédio que, segundo dizem os moradores
dos arredores, não está seguro, tendo em vista que sua estrutura foi atingida
pela queda de 2011.
Um pouco mais na frente, onde estavam as casas que foram
soterradas, o panorama é o mesmo: o retrato da destruição. Muito se falou que o
local seria transformado em um jardim como um marco zero da tragédia, mas dois
prefeitos passaram pelo palácio Barão de Nova Friburgo e nada fizeram para
isso. O atual, Rogério Cabral, não deve conhecer o local, porque nunca foi lá
nem para visitar.
Em frente ao edifício, outro aspecto horrível: restos de
construção de casas que caíram e não foram reconstruídas e estão lá servindo de
abrigo para desocupados. E isso porque a iluminação precária da rua é um
aperitivo para aqueles que gostam de praticar atos ilícitos.
Outro detalhe. Cadê a Autran? Durante todo o tempo em que a
reportagem esteve no local, notou carros de passeio
estacionados em frente a uma placa que indica, justamente, que é proibido
estacionar ali. A imagem não mente e a fiscalização, mais uma vez, está em
falta.
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