O enredo “Friburgo
mostra sua cara”, de autoria do presidente Julio Boy, conjuntamente com Márcia
Malaquias e o carnavalesco Binho Leal, no papel seria uma remontagem das
tradições de Nova Friburgo, relembrando o lado positivo e negativo, abordando
inclusive assuntos importantes como política, educação e cultura.
A idéia no
papel foi boa, mas o enredo apresentou difícil leitura, inclusive o carro da
Fonte do Suspiro, que tinha a maior parte dos destaques voltados para parte de
trás da alegoria, maneira nada convencional de apresentação, que causou certa
estranheza aos espectadores.
Com
aproximadamente 300 componentes o bloco do Catarcione deixou clarões e o samba foi
executado competentemente por Beto Simpatia e seu carro de som, formado por Jefinho
Fumaça, Herivelton e Léo do Rasta.
Como sempre, o
Bola Branca não distribuiu histórico do enredo para a imprensa e isso
dificultou o julgamento, principalmente porque a riqueza do enredo não foi
mostrada na avenida. Destaque para a alegoria que satirizava os governos
municipal e estadual, com figuras do vice-governador Pezão com notas de cem
reais nas mãos e o prefeito Rogério Cabral com trajes orientais, lembrando de
sua recente viagem ao Japão. Prova de que no carnaval todos são sujeitos a
sátiras bem humoradas, inclusive quem paga pela festa.
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