O presidente João Goulart foi traído ...............
................pelo General Amauri Kruel, na época Ministro da Guerra
As comemorações pelos 50 anos do Golpe Militar de 1964 são
intensas. Em todo país, não se fala n ´outra coisa nos últimos dias. Mas muita gente que hoje está
comemorando naquela época colaborou com o golpe e muita gente que está falando
sobre o assunto, não tem capacidade nem para escrever sobre o golpe, ou porque
não viveu aquele momento, ou porque não pesquisou, ou porque prefere não
mostrar a verdade para o povo.
A atual classe estudantil, pouco sabe sobre o golpe de 64,
porque o que só conhece filmes, programas de TV, alguma coisa que viu em jornais,
mas a verdade é outra.
Aliás, é preciso um grande movimento a nível nacional, para
explicar aos mais jovens o que foi o golpe de 64. O Governo Federal, tem obrigação
de promover palestras, encontros, seminários, filmes, etc...
Em 1961 quando Jânio da Silva Quadros (PTN) renunciou e o General
Amaury Kruel,(Ministro da Guerra de Jango) traiu João Belchior Marques Goulart
(Jango) que tinha assumido o poder, ninguém
esperava que três anos depois os militares promovessem o golpe que duraria mais
21 anos, com prisões, mortes, torturas, fechamento de jornais, emissoras de
rádio e TV, e um clima bastante tenso, que em um ano mais de 2 mil brasileiros
deixaram o país pedindo asilo na América do Sul e Europa.
Começava ali a censura a tudo e a todos. Atrocidades iniciadas
em 15 de abril de 1964 com o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, morto
em 15 de março de 1967
Quando todos pensavam que o regime mudaria sua estratégia, em 15
de março de 1967 assumiu o Marechal Artur da Costa e Silva, que prosseguiu com
a enormidade de atrocidades, por mais dois anos, até 31 de agosto de 1969.
Mas o problema não tinha acabado, porque dom a saída de Costa e
Silva assumiu um triunvirato composto por
Aurelio de Lira Tavares (Ministro do Exército), Augusto Rademaker
(Ministro da Marinha) e Marcio Melo (Ministro da Aeronáutica) que permaneceram
de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969
No mesmo dia, assumiu o General Emilio Garrastazu Médici e permaneceu
até 15 de março de 1974. Talvez tenha sido este o pior momento da Ditaruda
Militar, porque os crimes nos galpões do Dops e Doi Codi aumentaram praticamente 100 por
cento. Começou uma série de prisões de artistas, políticos, estudantes,
professores, religiosos, e muita gente que os militares julgavam terroristas.
Muita gente voltou, milhares de brasileiros foram mortos.
Enquanto o Brasil disputava a Copa do Mundo do México em 1970,
os carretos de presos de Médici, levavam suas vítimas para o calabouço, ou
lugares ermos e mataram sem dó nem piedade. Militante do Partido Comunista
Brasileiro, foi torturado até a morte nas instalações do DOI-CODI, no
quartel-general do II Exército, em São Paulo, após ter se apresentado ao órgão
para prestar esclarecimentos sobre suas ligações e atividades criminosas.
O Governo Médici começou então a organizar eventos: Dia Nacional
de Ação de Graças, Olimpíadas do Exercito, jogos da Seleção Brasileira,
Programas recreativos em parque municipais, mas também interviu em programas de
auditório, como o Dia D, Familia Trapo, Festival de Musica da Record, Esta
Noite Se Improvisa, as novelas Redenção e Muralha e até fechou as televisões Excelsior
e Tupi, sem contar que, milagrosamente os teatros Record Centro, Bandeirantes,
Record Consolação, pegaram fogo, logo depois de programas.
A maior vitima de Médici foi Geraldo Vandré, que até hoje, não
sabe de nada do que aconteceu, vive isolado em Teresópolis, é o autor da musica
“Pra Não Dizer que Não Falei de Flores”, tema de vários movimentos, ainda hoje.
Outra coisa horrível, foi no seu governo que o AI 5 (Ato
Institucional) número 5, foi assinado e deu liberdade aos militares de
fazerem o que quisessem
Depois de tudo isso, com o Brasil nos noticiários internacionais,
da pior forma possível, dia 15 de março de 1974 ficando até a 15 de março
de 1979 assume o General Ernesto Beckman Geisel. Ele fechou o Congresso
Nacional, demitiu governadores e prefeitos, governou com uma junta de militares e promoveu uma
verdadeira caça às bruxas.
Era luterano, perseguiu padres e Bispos, gravou homilias em
diversas igrejas brasileiras, colocava seguranças nas igrejas para vigiar
padres, bispos e Freitas e etc.
Finalmente o último militar tomou posse 15 de março de 1979
ficando até a 15 de março de 1985 o General João Baptista de Oliveira
Figueiredo. Era grosso, começou de forma antipática, mas revogou o AI 5 e
promoveu a abertura política
Permitiu a partir de 1983, as campanhas das Diretas Já, que acabaram rejeitadas no Congresso Nacional.
Entretanto, ele promoveu a primeira eleição civil brasileira desde 1964 que decretava o fim do Regime Militar.
Figueiredo não apoiou nenhum candidato do seu partido, favoreceu a eleição do
candidato oposicionista Tancredo Neves.


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