1 de abril de 2014

O horror da ditadura












      O presidente João Goulart foi traído ...............


                         ................pelo General Amauri Kruel, na época Ministro da Guerra

As comemorações pelos 50 anos do Golpe Militar de 1964 são intensas. Em todo país, não se fala n ´outra coisa nos  últimos dias. Mas muita gente que hoje está comemorando naquela época colaborou com o golpe e muita gente que está falando sobre o assunto, não tem capacidade nem para escrever sobre o golpe, ou porque não viveu aquele momento, ou porque não pesquisou, ou porque prefere não mostrar a verdade para o povo.

A atual classe estudantil, pouco sabe sobre o golpe de 64, porque o que só conhece filmes, programas de TV, alguma coisa que viu em jornais, mas a verdade é outra.

Aliás, é preciso um grande movimento a nível nacional, para explicar aos mais jovens o que foi o golpe de 64. O Governo Federal, tem obrigação de promover palestras, encontros, seminários, filmes, etc...

Em 1961 quando Jânio da Silva Quadros (PTN) renunciou e o General Amaury Kruel,(Ministro da Guerra de Jango) traiu João Belchior Marques Goulart (Jango)  que tinha assumido o poder, ninguém esperava que três anos depois os militares promovessem o golpe que duraria mais 21 anos, com prisões, mortes, torturas, fechamento de jornais, emissoras de rádio e TV, e um clima bastante tenso, que em um ano mais de 2 mil brasileiros deixaram o país pedindo asilo na América do Sul e Europa.

Começava ali a censura a tudo e a todos. Atrocidades iniciadas em 15 de abril de 1964 com o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, morto em 15 de março de 1967  

Quando todos pensavam que o regime mudaria sua estratégia, em 15 de março de 1967 assumiu o Marechal Artur da Costa e Silva, que prosseguiu com a enormidade de atrocidades, por mais dois anos, até 31 de agosto de 1969.

Mas o problema não tinha acabado, porque dom a saída de Costa e Silva assumiu um triunvirato composto por  Aurelio de Lira Tavares (Ministro do Exército), Augusto Rademaker (Ministro da Marinha) e Marcio Melo (Ministro da Aeronáutica) que permaneceram de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969

No mesmo dia, assumiu o General Emilio Garrastazu Médici e permaneceu até 15 de março de 1974. Talvez tenha sido este o pior momento da Ditaruda Militar, porque os crimes nos galpões do Dops  e Doi Codi aumentaram praticamente 100 por cento. Começou uma série de prisões de artistas, políticos, estudantes, professores, religiosos, e muita gente que os militares julgavam terroristas. Muita gente voltou, milhares de brasileiros foram mortos.

Enquanto o Brasil disputava a Copa do Mundo do México em 1970, os carretos de presos de Médici, levavam suas vítimas para o calabouço, ou lugares ermos e mataram sem dó nem piedade. Militante do Partido Comunista Brasileiro, foi torturado até a morte nas instalações do DOI-CODI, no quartel-general do II Exército, em São Paulo, após ter se apresentado ao órgão para prestar esclarecimentos sobre suas ligações e atividades criminosas.

O Governo Médici começou então a organizar eventos: Dia Nacional de Ação de Graças, Olimpíadas do Exercito, jogos da Seleção Brasileira, Programas recreativos em parque municipais, mas também interviu em programas de auditório, como o Dia D, Familia Trapo, Festival de Musica da Record, Esta Noite Se Improvisa, as novelas Redenção e Muralha e até fechou as televisões Excelsior e Tupi, sem contar que, milagrosamente os teatros Record Centro, Bandeirantes, Record Consolação, pegaram fogo, logo depois de programas.

A maior vitima de Médici foi Geraldo Vandré, que até hoje, não sabe de nada do que aconteceu, vive isolado em Teresópolis, é o autor da musica “Pra Não Dizer que Não Falei de Flores”, tema de vários movimentos, ainda hoje.

Outra coisa horrível, foi no seu governo que o AI 5 (Ato Institucional) número 5, foi assinado e deu liberdade aos militares de fazerem  o que quisessem

Depois de tudo isso, com o Brasil nos noticiários internacionais, da pior forma possível,  dia 15 de março de 1974 ficando até a 15 de março de 1979 assume o General Ernesto Beckman Geisel. Ele fechou o Congresso Nacional, demitiu governadores e prefeitos, governou com  uma junta de militares e promoveu uma verdadeira caça às bruxas.

Era luterano, perseguiu padres e Bispos, gravou homilias em diversas igrejas brasileiras, colocava seguranças nas igrejas para vigiar padres, bispos e Freitas e etc.

Finalmente o último militar tomou posse 15 de março de 1979 ficando até a 15 de março de 1985 o General João Baptista de Oliveira Figueiredo. Era grosso, começou de forma antipática, mas revogou o AI 5 e promoveu a abertura política


Permitiu a partir de 1983, as campanhas das Diretas Já, que acabaram rejeitadas no Congresso Nacional. Entretanto, ele promoveu a primeira eleição civil brasileira desde 1964  que decretava o fim do Regime Militar. Figueiredo não apoiou nenhum candidato do seu partido, favoreceu a eleição do candidato oposicionista Tancredo Neves.

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