A Secretaria de Ordem e Mobilidade Urbana, divulgou nota
esclarecendo a questão da proibição de musica em bares e estabelecimentos
congêneres da cidade. O documento afirma
que há equívocos na interpretação do texto, pois a fiscalização existe, mas
somente os bares que não possuem autorização para tocar música ao vivo ou
similares é que estão sendo notificados para que não continuem com os eventos.
A nota oficial ainda afirma que em torno de 90%, os estabelecimentos sequer possuem alvará de
localização e funcionamento, colocam mesas e cadeiras espalhadas pelas calçadas
e até mesmo nas ruas, não zelando pela segurança das pessoas e transgredindo o
Código de Posturas Municipal. Outro detalhe, é que segundo a nota, as autoridades
recebem inúmeras reclamações de
perturbação do sossego promovido pelo volume excessivo da musica nos bares.
Mas o Departamento de Posturas, está fazendo uma exigência absurda, aos donos de casa noturna, pois além do alvará, terão de implantar tratamento acústico adequado a cada tipo de som, porém, com projeto elaborado por engenheiro indicado pela Prefeitura, cujos custos são muito mais caros.
Se o Ministério Público está preocupado com a perturbação do
sossego público, a determinação então, não está sendo totalmente cumprida,
porque no centro da cidade, tem casas noturnas abertas, com carros nas
calçadas, barulho a noite toda, mesas e cadeiras do lado de fora e tudo mais.
Dois casos isolados chamam atenção: a denuncia de um morador de
Duas Pedras, apenas um, impedindo as casas noturnas do bairro de funcionar com
musica ao vivo. A outra é de uma moradora do centro da cidade, que ganhou na
justiça o direito de impedir as festas tradicionais, inclusive a do padroeiro
da cidade São João Batista .
Com isso, o resultado é uma cidade sem vida noturna, cantores,
compositores e músicos desempregados, impedidos de ganhar o dinheiro extra que
reforça o orçamento mensal, moradores saindo para cidades vizinhas, onde o
lazer e a diversão não é proibida como Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Além
Paraiba (MG) e até mesmo São José do Vale do Ribeirão (distrito de Bom Jardim),
como a nossa reportagem presenciou no final de semana.
A classe artística da cidade que já revelou grandes valores como
Benito de Paula, Ney Velozo, Cissa Rego, Duo Xamego, Caisso,
Guto, entre muitos outros, se vê obrigada a mostrar seu trabalho fora de Nova
Friburgo. É assim que querem aumentar o PIB da cidade? é desta forma que Nova
Friburgo quer se reconstruir? Foi-se o tempo que a nossa cidade era referência
para toda região serrana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário