26 de maio de 2014

Ex-funcionários da Ypu querem sua parte na venda da fábrica

O prefeito Rogério Cabral enviou mensagem à Câmara Municipal semana passada comunicando que comprou, definitivamente, através da Justiça Federal, o prédio da Fábrica Ypu, pagando R$ 15.161.943,15 pelo leilão; R$ 758,96 para o leiloeiro e R$ 1.920 de custas do processo, totalizando R$ R$ 15.164.622,11. Realmente um investimento importante para a cidade, justamente porque o prédio está se deteriorando, abandonado e precisando urgentemente ser reformado e habitado.

A pergunta que fica é a seguinte: e os funcionários que trabalharam e não receberam nada, quem vai paga-los? Hoje são exatamente 887 empregados que há mais de 10 anos lutam na Justiça para receber os direitos trabalhistas, alguns, inclusive, que passaram ali dentro muitos anos de sua vida. São pais de família que, à época do fechamento, chegaram a passar necessidade.

A iniciativa de Rogério Cabral em instalar naquele local diversos equipamentos, tais como as secretarias de Obras, Serviços Públicos, Mobilidade Urbana, entre outros, é muito louvável, mas é preciso pensar naquelas famílias que perderam tudo por causa da falência da empresa. Os funcionários que hoje lutam na Justiça são os mesmos que, outrora, trabalharam para manter a Fábrica Ypu por várias décadas fazendo de Nova Friburgo um ponto de referência nos setor de tecelagem.

A Prefeitura poderá utilizar também o prédio para o funcionamento de vários departamentos que atualmente se encontram em imóveis alugados, o que representará alguma economia para os cofres públicos.

Quanto à instalação da Faculdade de Medicina, é outro investimento importante, mas é também obrigação de quem comprou o prédio procurar as famílias, visitar os funcionários, pesquisar a situação de cada um e pagá-los, pois trabalharam incansavelmente para o seu sustento.

No final de semana, inclusive, já houve uma movimentação de ex-funcionários nesse sentido. Existe até a possibilidade da Associação dos Funcionários cobrar da Justiça, seus direitos trabalhistas, já que o sindicato da classe até agora nada fez pelas 887 pessoas que não viram a cor do dinheiro.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::


Nenhum comentário: