O prefeito Rogério Cabral
enviou mensagem à Câmara Municipal semana passada comunicando que comprou,
definitivamente, através da Justiça Federal, o prédio da Fábrica Ypu, pagando
R$ 15.161.943,15 pelo leilão; R$ 758,96 para o leiloeiro e R$ 1.920 de custas
do processo, totalizando R$ R$ 15.164.622,11. Realmente um investimento
importante para a cidade, justamente porque o prédio está se deteriorando,
abandonado e precisando urgentemente ser reformado e habitado.
A pergunta que fica é a
seguinte: e os funcionários que trabalharam e não receberam nada, quem vai
paga-los? Hoje são exatamente 887 empregados que há mais de 10 anos lutam na
Justiça para receber os direitos trabalhistas, alguns, inclusive, que passaram
ali dentro muitos anos de sua vida. São pais de família que, à época do
fechamento, chegaram a passar necessidade.
A iniciativa de Rogério Cabral
em instalar naquele local diversos equipamentos, tais como as secretarias de
Obras, Serviços Públicos, Mobilidade Urbana, entre outros, é muito louvável,
mas é preciso pensar naquelas famílias que perderam tudo por causa da falência
da empresa. Os funcionários que hoje lutam na Justiça são os mesmos que,
outrora, trabalharam para manter a Fábrica Ypu por várias décadas fazendo de
Nova Friburgo um ponto de referência nos setor de tecelagem.
A Prefeitura poderá utilizar
também o prédio para o funcionamento de vários departamentos que atualmente se
encontram em imóveis alugados, o que representará alguma economia para os
cofres públicos.
Quanto à instalação da
Faculdade de Medicina, é outro investimento importante, mas é também obrigação
de quem comprou o prédio procurar as famílias, visitar os funcionários,
pesquisar a situação de cada um e pagá-los, pois trabalharam incansavelmente
para o seu sustento.
No final de semana, inclusive,
já houve uma movimentação de ex-funcionários nesse sentido. Existe até a
possibilidade da Associação dos Funcionários cobrar da Justiça, seus direitos
trabalhistas, já que o sindicato da classe até agora nada fez pelas 887 pessoas
que não viram a cor do dinheiro.
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