Seria irônico se não fosse verdade, mas Nova Friburgo realizou
sábado à tarde a marcha pela legalização da maconha. Pouco mais de 50 pessoas,
em sua maioria menores de idade, participaram do evento que começou com
concentração na Praça Dermeval Barbosa Moreira e seguiu pela Avenida Alberto
Braune, parou em frente ao Palácio Barão de Nova Friburgo, de onde seguiu para
a Praça Marcilio Dias (Paissandu), onde teria sido realizado um baile de
máscaras.
Ainda na praça os coordenadores João Menezes (médico professor
da UFRJ), Renato Silva (Vereador no Rio de Janeiro) e André Barros (advogado),
comandaram a série de eabates alusivos a aprovação de uma legislação que aprove
o uso livre da maconha e várias pessoas usaram da palavra chamando atenção para
o vento.
Foram distribuídos vários panfletos, entre eles uma cartilha
denominada “ Cartilha Anti Proibicionista” cujos textos são de Antonio Bastos,
Antonio Henrique Campello, André Barros, Ednardo Motta, Geraldo Santiago, João
Henriques, Juliana Kazan, Kathleen Feitosa, Patric Brandão, Renato Cinco,
Rodrigo Mattei, Ronald Braba.
O documento com 31 páginas fala sobre os objetivos da cartilha,
breve história de uma proibição, mais de 138 mil presos por tráficos nas
cadeias brasileiras, o tráfico e a constituição, sequelas, conheça seus
direitos, entre outros temas.
O mais incrível de tudo isso, é
presenciar um grupo de jovens que tem tudo para progredir na vida,
apoiar a marcha pela maconha, mas quando são chamados a reivindicar seus
direitos se omitem.
Seria muito bonito a juventude protestar contra a farmácia do
Hospital Raul Sertã que está caindo; o salário dos professores; os milhares de
desempregados de Nova Friburgo; os 887 funcionários da Fábrica Ypu que ainda
não receberam seu direitos mais de 10 anos depois de seu fechamento; o edifício
da rua Cristina Ziede sem segurança; a licitação do prefeito de R$ 101 mil para
pagamento do show do padre Fábio de Melo dia 24; a falta de segurança da
cidade; o trânsito friburguense que mata mais mata na região serrana; e tudo
mais.
Se estes mesmos jovens fosem para dentro da Câmara Municipal,
teriam oportunidade de ver, o que é de fato e de direito Nova Friburgo. Não que
o Jornal NOVA IMPRENSA tenha algo contra qualquer manifestação, mas os
problemas acima citados, deveriam estar em primeiro lugar na pauta de
prioridades de todo e qualquer cidadão friburguense, justamente porque somos
uma cidade colonizada por estrangeiros que um dia deram seu sangue para o
progresso local.
O protesto começou na Praça Dermeval Moreira
O vereador Renato Silva, do Rio de Janeiro fez seu depoimento
As palavras do advogado André BarrosO médico e professor da UFRJ João Menezes abriu os discursos
A movimentação ganha a Avenida Alberto Braune
A parada em frente ao Palácio Barão de Nova Friburgo
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