A Praça Dermeval Barbosa Moreira é o principal ponto de encontro
da cidade e um dos mais bonitos cartões de visita de Nova Friburgo. Isso não é
novidade para ninguém. O problema é que ultimamente ela vem sendo violentamente
vilipendiada em sua estrutura, arquitetura, beleza e estética. Do início da
década de 2000 em diante, a Praça ficou totalmente desfigurada, com inúmeras
festas, barracas, carros nas suas calçadas, buracos de barracas de palco,
enfim, uma imagem ruim bem no centro da cidade.
Agora a situação ficou pior, porque marcam dois, três e até
quatro eventos para o mesmo dia e no mesmo horário na Praça Dermeval,
tumultuando não só os organizadores, mas o comércio da cidade, pedestres,
moradores vizinhos, além de transformar o Centro em um verdadeiro inferno, como
no filme “Um dia de cão”.
Recentemente, em um final de semana, havia um evento sobre
segurança, outro sobre saúde e outro sobre educação; ou seja, três. Além disso,
carros nas calçadas, barracas, um enorme platô de divulgação de eventos na entrada
da vaga para cadeirantes e o pior: diversas autoridades de segurança da cidade
presenciando tudo e sem tomar qualquer atitude.
Novamente esta cena se repetiu no final desta semana com dois
eventos na sexta-feira no mesmo horário, sendo um político e um de lazer;
outros dois no sábado, um religioso e um infantil. Uma balbúrdia só.
Alguém tem que tomar uma providência urgente. Quem faz a agenda
da Praça tem que ter noção de data, horário, local, tipo de evento e saber, com
antecedência, de tudo, para que se possa organizar um calendário sério.
O que não se pode aceitar são organizadores de festas e shows
fazerem da Praça Dermeval seu quintal e não informar nada aos servidores
municipais que trabalham no Centro de Informações Turísticas, que ficam desesperados
sem saber o que informar. Exemplo disso ocorreu no último sábado: chegaram dois
rapazes estrangeiros perguntando que horas começava o Projeto Bote Fé, da
Igreja Católica, e não havia uma divulgação sequer no local. Isso não ocorre
por culpa dos funcionários, muito menos da Secretaria Municipal de Turismo, que
tenta de várias formas fazer o município funcionar.
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