29 de março de 2012

PLANETA EM MUTAÇÃO


             Ketty Asfazadourian Bertoncini

Os Verões do medo!

O Brasil não possui um banco de dados oficial sobre os prejuízos causados por tragédias climáticas.Porém a Zona de Convergência do Atlantico Sul(ZCAS) teve seu monitoramento iniciado em 1987.Ele ocorre durante o Verão na América do Sul e os mecanismos que originam e mantém a ZACS não estão ainda definidos.Ela pode ser identificada como uma banda de nebulosidade de orientação Noroeste/Sudeste, estendendo-se desde o sul da região amazônica até a região central do Atlântico Sul.

Cinco estados brasileiros são os mais atingidos:Santa Catarina,São Paulo,Rio de Janeiro,Minas Gerais e Espírito Santo.a ZCAS pode ser caracterizada por sua estacionaridade provocando assim, a alteração no regime de chuvas das regiões afetadas.Um episódio de ZCAS ocorrido em janeiro de 2003, o qual foi responsável por chuvas intensas, observadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com volumes entre  250 mm e 500 mm para todo o mês de janeiro.Em Janeiro de 2011 foi marcado por uma catástrofe na Região Serrana do Rio de Janeiro (as cidades de Teresópolis,Petrópolis e Nova Friburgo ficaram totalmente destruídas pela chuva.)

Agora em 2012,essas cidades vivem novamente o medo do verão.Nos primeiros dias de janeiro de 2012,os de Minas Gerais,Espírito Santo e Rio de Janeiro foram severamente castigados. com muita chuva, cheias dos rios, deslizamentos e muita gente,como sempre,morta,desalojada ou desabrigada.Valendo lembrar que as regiões afetadas pela ZCAS concentram uma enorme população vivendo em ocupação irregular de risco máximo há muito tempo.Todos esses episódios são pontuados por escândalos de desvio de verbas públicas destinadas às vítimas e reconstrução das áreas duramente afetadas.As cidades ainda engatinhamm na ficalização e prevenção às moradias em áreas de risco.

A "Cruz dos Mortos"

Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro (Leia mais:http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,34343.html#mais#ixzz1j7sh25bs).Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes.Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país.

Com o avanço da ciência, ficou provado que as atividades humanas são as principais responsáveis pelas mudanças climáticas que já vêm deixando vítimas por todo o planeta.Hoje não resta dúvida. O homem é o principal responsável por este problema. E é ele que precisa encontrar soluções urgentes para evitar grandes catástrofes.

Furacões no Brasil

Um estudo recente mostra que o aquecimento global deverá tornar o clima do Brasil cada vez mais instável nos próximos anos, sendo que os primeiros sinais dessas mudanças já estão ocorrendo em algumas regiões do país.Com ocorrências de tornados e furacões,alguns fenômenos já causaram prejuízos em diferentes partes, como no caso de algumas construções e torres de transmissão, que são destruídos por vendavais de proporções nunca antes vistas.um fenômeno raro mas que já registrou três ocorrências no Brasil: a primeira foi de 24 a 28 de março de 2004, quando ocorreu o Furacão Catarina na costa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina e que provocou a morte de três pessoas, com ventos máximos de até 176 km/h.Catarina destruiu cerca de 1.500 residências e danificou outras 40.000.O prejuízos econômicos causados por Catarina chegaram a 350 milhões de dólares americanos.Catarina também foi o primeiro ciclone tropical a ser registrado oficialmente no Atlântico Sul.A segunda foi em 9 e 10 de março de 2010 com a tempestade tropical Anita, também sobre a costa do Rio Grande do Sul mas que não causou vítimas.O terceiro,em 2011,foi o furacão Arani, que na língua tupi-guarani significa “tempo furioso”.Concentrouu-se no Cabo de São Tomé, localizado no litoral fluminense a 40 km da cidade de Campos dos Goytacazes.

Estudos recentes mostram que a região Sul do Brasil é a segunda mais favorável à ocorrência de tornados.Entre 1996 e 2006, ocorreram mais de 40 episódios de tornados somente em Santa Catarina, causando sérios prejuízos.No final de agosto de 2005, um tornado deixou um rastro de destruição em Muitos Capões, no nordeste do Rio Grande do Sul, arrasando cerca de 70% da cidade. No mesmo dia, o furacão Katrina destruiu Nova Orleans,nos Estados Unidos. Segundo o Greenpeace,os cientistas alertam que fenômenos como esses podem ser mais freqüentes em um planeta mais quente, inclusive na costa brasileira.No Rio de Janeiro, há alterações na dinâmica das correntes marítimas e dos ventos mudaram a direção das ondas. Pancadas de chuva estão mais fortes e caindo também fora de época no Rio de Janeiro. A chegada mais freqüente de pingüins no início do inverno nas praias do Rio é um indicador das mudanças nas correntes oceânicas. O derretimento das geleiras vai elevar o nível do mar e trazer graves problemas às cidades do litoral brasileiro.O aquecimento das águas do mar provoca, também, o branqueamento dos corais, ecossistemas que sustentam milhares de espécies da fauna marinha. Este fenômeno já é observado em escala global, e já houve casos no Brasil, no arquipélago de Abrolhos, na Bahia,e na costa do litoral de São Paulo.(Fonte:http://www.greenpeace.org.br/clima/pdf/cartilha_clima.pdf).

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