16 de julho de 2013

A grife da inclusão social chega à favela

Um olho no consumidor, o outro na inclusão social. Gigantes em seus ramos de atividade, marcas internacionais, que até um passado recente não tinham seus nomes associados às agora cobiçadas classes C e D, descobriram esse mercado potencial das favelas cariocas. E para gravar suas logos no coração da nova classe média, investem em projetos que nem de longe lembram aquela velha prática de uma ajudinha aqui, uma oficina ali, uma aula de artes acolá.

Multinacionais criam cursos profissionalizantes, montam sistemas de microcrédito e dão consultoria em gestão de pequenos negócios. Ainda trabalham com arte, música e esportes, mas vão além da filantropia. Em vez de dar o peixe, ajudam o morador dessas comunidades a comprar (e administrar) a própria vara de pescar. E nessa cadeia produtiva, a renda desses cidadãos cresce e sobra mais para consumir. No fim das contas, todo mundo sai no lucro.

Os alunos do curso de DJs do AfroReggae: parceria com Red Bull reflete nas letras dos funks Gustavo Stephan / O Globo

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