Um olho no
consumidor, o outro na inclusão social. Gigantes em seus ramos de atividade,
marcas internacionais, que até um passado recente não tinham seus nomes
associados às agora cobiçadas classes C e D, descobriram esse mercado potencial
das favelas cariocas. E para gravar suas logos no coração da nova classe média,
investem em projetos que nem de longe lembram aquela velha prática de uma
ajudinha aqui, uma oficina ali, uma aula de artes acolá.
Multinacionais
criam cursos profissionalizantes, montam sistemas de microcrédito e dão
consultoria em gestão de pequenos negócios. Ainda trabalham com arte, música e
esportes, mas vão além da filantropia. Em vez de dar o peixe, ajudam o morador
dessas comunidades a comprar (e administrar) a própria vara de pescar. E nessa
cadeia produtiva, a renda desses cidadãos cresce e sobra mais para consumir. No
fim das contas, todo mundo sai no lucro.
Os alunos do
curso de DJs do AfroReggae: parceria com Red Bull reflete nas letras dos funks
Gustavo Stephan / O Globo

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