José Duarte
Já faz algum tempo que o carnaval de Nova Friburgo não é
mais o segundo melhor do Estado do Rio de Janeiro, como tentam apregoar alguns
políticos que só lembram do evento na campanha eleitoral. São duas coisas
totalmente diferentes: carnaval e desfile de escolas de samba. Em termos de
desfiles, seja blocos de enredo ou escolas de samba, realmente Nova Friburgo
pode ser considerado o segundo melhor do Estado do Rio de Janeiro; mas
carnaval, já vai longe o tempo que deixou de ser o melhor; Carnaval é conjunto
de todos os eventos: desfiles de escolas de samba e blocos, bailes de clubes,
desfiles de fantasias, festa de rei momo, bailes populares, e outros eventos
que a cidade deixa a desejar a um bom tempo.
Por exemplo os desfiles de fantasias da cidade não chegam
nem aos pés daquela época em que a cidade recebia participantes de da região
serrana e até Niterói e Rio de Janeiro. Hoje se limitam a uma minoria de
concorrentes da cidade, numa fórmula errada, ultrapassada e com premiação
inadequada para quem passa o ano inteiro construindo suas fantasias.
Os Blocos de Embalo que chegaram a fundar uma associação,
hoje nem se comparam às décadas de 70 e 80 quando a cidade chegou a ter 20
blocos participando, principalmente porque a tal associação teve pouco mais de
seis meses de vida. Por isso, hoje dependem totalmente da Prefeitura Municipal.
Os blocos de enredo sofrem pela falta atitude e
criatividade de seus dirigentes que passam o ano inteiro deitado eternamente em
berço esplêndido deixando para os meses de novembro e dezembro a escolha de
samba e, pior, dependendo rigorosamente de subvenção da municipalidade, fora
isso não conseguem desfilar.
As escolas de samba, exceto Vilage no Samba e Unidos da
Saudade, não se renovaram, fecham a quadra o ano inteiro, não tem trabalho
social adequado, gastam mais do que ganham da prefeitura, compram tudo no Rio
de Janeiro, como se fossem sucateiras cariocas e fazem enredo que nada tem
haver com as tradições de Nova Friburgo.
Os grandes nomes do Reinado de Momo de nossa cidade,
estão se afastando, viajam para fora da cidade durante o carnaval, muito
morreram. Alguns setores não se renovaram e correm sério risco de num curto
espaço de tempo, não existirem mais como: mestre sala e porta bandeira,
intérpretes, ala de baianas, ritimistas, entre outros.
Com isso, o carnaval de Nova Friburgo hoje é simplesmente
o retrato de uma cidade sem atitude, sambistas mais preocupados com o ego
pessoal, constantemente brigando entre si, dependendo de ajuda, como se fossem
mendigos pedindo esmola de pires na mão, quando deveria ser ao contrário.
Aí chega a vez da Liga de Escolas de Samba. Fundada em
1994 com grande apoio do então Secretário Municipal de Turismo Benicio
Valladares que elaborou inclusive o estatuto, que até hoje vigora, a entidade
deixou de der independente a muito tempo para se acomodar com uma posição de
dependente sócio, cultural e financeira da Prefeitura de Nova Friburgo,
principalmente porque uma Liga que vai completar 20 anos neste 2014, não tem
sede, não tem história, não tem memória.
Em 2012 a Associação Friburguense de Imprensa organizou o
terceiro fórum de carnaval de sua história e trouxe do Rio de janeiro o autor
de estudo Cadeia produtiva do Sebrae que falou sobre a importância de uma
mudança de pensamento, renovação, aproveitamento da base friburguense e
explorar o próprio empresariado local. Dias depois a AFI entrevistou Fernando
Pamplona que disse que a renovação é fundamental para o sucesso do carnaval da
cidade, principalmente porque ela na década de 80 cansou de participar de
comissões julgadores na cidade.
É este o carnaval que os políticos dizem que é o melhor
do estado do Rio de Janeiro?
Paulo Bieca, eterno Rei
Momo
Eduardinho, sempre uma
palavra a ser ouvida
Deneu Muri, carnavalesco
campeão de vários carnavais
Luiz Carlos Prestes no Forum de carnaval da AFI
Fernando Pamplona: “ é importante a renovação

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