È o sentimento do povo friburguense com a
administração pública, que pouco fez pela cidade, principalmente porque o três
Prefeitos passaram pelo Palácio Barão de Nova Friburgo: Dermeval Neto, Sergio
Xavier e agora Rogério Cabral, que já tem 13 meses de mandato. Domingo passado,
12, completou três anos que Nova
Friburgo foi arrasada pela maior tragédia climática brasileira, deixando de
saldo 419 mortos e milhares de famílias desalojadas, além de desabrigados.
Praticamente
nada foi feito, a não ser alguma pequena maquiagem no centro da cidade, porque
os bairros mais distantes continuam aguardando, no mínimo a visita de alguém
para pelo menos dar uma satisfação. Dizem aqueles que gostam da tapar o sol com
a peneira que não devemos ficar remoendo o passado, mas como continuar vivendo numa cidade que 36 meses
depois da tragédia ainda tem bairros inteiros destruídos, famílias ainda estão
sem o aluguel social, gente humilde ainda não conseguiu se recuperar da pancada
que levou, e etc.
Em
toda região serrana aproximadamente 40 mil moradores ainda estão em risco e 120
vítimas desaparecidas. As chuvas de 300 milímetros de água, daquela madrugada
fatídica, varreram bairros inteiros. Dos desaparecidos, ao menos 120 mortos
nunca foram encontrados, segundo o Ministério Público.
A
força das chuvas afetou Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São
José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal, porém a cidade mais devastada
foi Nova Friburgo, e além do nosso município, Petrópolis e Teresópolis, ainda
hoje, lideram o ranking de cidades em
perigo. A Suiça Brasileira, tem mais de
20 mil pessoas em 5.000 casas em risco iminente. A catástrofe de 12 de janeiro, deixou na
região serrana, cerca de 7 mil famílias sem teto e hoje quase 6mil ainda vivem
com aluguel social do governo ou em casa de parentes.
Nova
Friburgo registrou quase a metade do número de mortos e teve bairros
completamente destruídos, incluindo o centro. A Prefeitura informa que a cidade
passou por etapa de reconstrução, com levantamento de muros e contenção de
encostas, recebeu sirenes de alerta contra chuva em 20 localidades de risco e
ganhou 196 pontos de apoio nos bairros com áreas de risco, mas é muito pouco,
para uma população de mais de 200 mil habitantes, oficiosamente.
O
pós tragédia foi marcado com uma enxurrada de fatos lamentáveis, corrupção,
desvios de verbas destinadas à reconstrução, investigação de gestores públicos
e os supostos golpes envolveram milhões de reais. Houve também registro de escândalo envolvendo
verba voltada para a construção e reformas de escolas e segundo a Controladoria
Geral da União, havia suspeita de desvio de R$ 1,9 milhão.
Infelizmente,
três anos depois, nossa cidade passa por um clima de descrédito total na classe
política, há tristeza é nítida no semblante de cada friburguense, a tão
decantada reconstrução não saiu do o papel até agora e as promessas a cada dia
são mais enfáticas por aqueles que tem o dever de garantir a qualidade de vida dos munícipes,
porque foram eleitos para essa função.

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