11 de janeiro de 2014

Três anos e muita decepção



È  o sentimento do povo friburguense com a administração pública, que pouco fez pela cidade, principalmente porque o três Prefeitos passaram pelo Palácio Barão de Nova Friburgo: Dermeval Neto, Sergio Xavier e agora Rogério Cabral, que já tem 13 meses de mandato. Domingo passado, 12,  completou três anos que Nova Friburgo foi arrasada pela maior tragédia climática brasileira, deixando de saldo 419 mortos e milhares de famílias desalojadas, além de desabrigados.

Praticamente nada foi feito, a não ser alguma pequena maquiagem no centro da cidade, porque os bairros mais distantes continuam aguardando, no mínimo a visita de alguém para pelo menos dar uma satisfação. Dizem aqueles que gostam da tapar o sol com a peneira que não devemos ficar remoendo o passado, mas como  continuar vivendo numa cidade que 36 meses depois da tragédia ainda tem bairros inteiros destruídos, famílias ainda estão sem o aluguel social, gente humilde ainda não conseguiu se recuperar da pancada que levou, e etc.
Em toda região serrana aproximadamente 40 mil moradores ainda estão em risco e 120 vítimas desaparecidas. As chuvas de 300 milímetros de água, daquela madrugada fatídica, varreram bairros inteiros. Dos desaparecidos, ao menos 120 mortos nunca foram encontrados, segundo o Ministério Público.

A força das chuvas afetou Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal, porém a cidade mais devastada foi Nova Friburgo, e além do nosso município, Petrópolis e Teresópolis, ainda hoje,  lideram o ranking de cidades em perigo.  A Suiça Brasileira, tem mais de 20 mil pessoas em 5.000 casas em risco iminente.  A catástrofe de 12 de janeiro, deixou na região serrana, cerca de 7 mil famílias sem teto e hoje quase 6mil ainda vivem com aluguel social do governo ou em casa de parentes.

Nova Friburgo registrou quase a metade do número de mortos e teve bairros completamente destruídos, incluindo o centro. A Prefeitura informa que a cidade passou por etapa de reconstrução, com levantamento de muros e contenção de encostas, recebeu sirenes de alerta contra chuva em 20 localidades de risco e ganhou 196 pontos de apoio nos bairros com áreas de risco, mas é muito pouco, para uma população de mais de 200 mil habitantes, oficiosamente.

O pós tragédia foi marcado com uma enxurrada de fatos lamentáveis, corrupção, desvios de verbas destinadas à reconstrução, investigação de gestores públicos e os supostos golpes envolveram milhões de reais.  Houve também registro de escândalo envolvendo verba voltada para a construção e reformas de escolas e segundo a Controladoria Geral da União, havia suspeita de desvio de R$ 1,9 milhão.  


Infelizmente, três anos depois, nossa cidade passa por um clima de descrédito total na classe política, há tristeza é nítida no semblante de cada friburguense, a tão decantada reconstrução não saiu do o papel até agora e as promessas a cada dia são mais enfáticas por aqueles que tem o dever de  garantir a qualidade de vida dos munícipes, porque foram eleitos para essa função.

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