A greve da educação em Nova Friburgo já prossegue há 15 dias e
na próxima segunda-feira, haverá uma nova assembléia da categoria para definir
os destinos do movimento. A reunião será entre os grevistas, Prefeitura
Municipal e Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A categoria não cede, e as
autoridades também não cedem e o impasse está criado.
Esta deve ser a terceira assembléia geral realizada e espera-se
que tudo seja resolvido, porque os mais prejudicados são os alunos, que chega
no final do ano, ou são aprovados coletivamente ou ficam para recuperação.
O processo de paralisação tem adesão de 80% dos professores. A
justiça considerou a greve legal e o município não pode descontar o ponto dos servidores,
ou seja, eles continuam sem trabalhar e ganhando seus salários normalmente.
A prefeitura tinha afirmado que o Plano de Cargos e Salários,
solicitado pela categoria, seria feito para todos os servidores públicos, mas
isso não aconteceu e o TRT determinou que a prefeitura deverá analisar a
proposta do sindicato e negociar diretamente com o Sepe.
ODONTOLOGIA DA UFF – Também há 10 dias os servidores técnicos da
Universidade Federal Fluminense (UFF) exigem reajuste salarial e jornada de 30
horas semanais de trabalho. Neste período, a paralisação esta chegando a outros
setores, já que muitos alunos não terão aulas práticas e nem clínicas esse
período.
Motivados por essa situação, alunos que se sentiram prejudicados
pela paralisação, fizeram um protesto esta semana em frente a universidade.
Segundo os discentes apesar dos professores continuarem com suas atividades, as
aulas práticas não estão acontecendo, “ a greve dos servidores nos trouxe
prejuízos no sentido de que os funcionários que realizam a esterilização dos
materiais para atendimento e os que trabalham nos laboratórios, são servidores
federais. Portanto os mesmos estando em greve, acabam por prejudicar nosso
atendimento aos pacientes na clinica, nos deixando sem prática
odontológica" ,revelou a integrante do diretorio Acadêmico Allana Alvim.
Com o atendimento prejudicado, cogitou-se até uma paralisação de
alunos, “ caso não houvesse nenhuma solução plausivel que indicasse a volta do
atendimento aos pacientes, considerou-se a possibilidade de realizarmos uma
greve dos alunos, pois isso prejudicaria muito nosso aprendizado e nosso
desenvolvimento técnico, já que nossa profissão é extremamente prática"
esclarece Allana Alvim.
Após as reivindicações, a possibilidade de realização das
clinicas e dos laboratórios está sendo discutida pelo diretorio acadêmico,
diretores do pólo e coordenadores, onde cogita-se que a UFF teria liberado uma
verba para contratação temporária de alguns técnicos, visando a volta das
clinicas e dos atendimentos. No entanto, a greve ainda não tem previsão para
acabar.
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