27 de março de 2014

Assembleia na próxima segunda-feira decide greve dos professores

A greve da educação em Nova Friburgo já prossegue há 15 dias e na próxima segunda-feira, haverá uma nova assembléia da categoria para definir os destinos do movimento. A reunião será entre os grevistas, Prefeitura Municipal e Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A categoria não cede, e as autoridades também não cedem e o impasse está criado.

Esta deve ser a terceira assembléia geral realizada e espera-se que tudo seja resolvido, porque os mais prejudicados são os alunos, que chega no final do ano, ou são aprovados coletivamente ou ficam para recuperação.
O processo de paralisação tem adesão de 80% dos professores. A justiça considerou a greve legal e o município não pode descontar o ponto dos servidores, ou seja, eles continuam sem trabalhar e ganhando seus salários normalmente.

A prefeitura tinha afirmado que o Plano de Cargos e Salários, solicitado pela categoria, seria feito para todos os servidores públicos, mas isso não aconteceu e o TRT determinou que a prefeitura deverá analisar a proposta do sindicato e negociar diretamente com o Sepe.

ODONTOLOGIA DA UFF – Também há 10 dias os servidores técnicos da Universidade Federal Fluminense (UFF) exigem reajuste salarial e jornada de 30 horas semanais de trabalho. Neste período, a paralisação esta chegando a outros setores, já que muitos alunos não terão aulas práticas e nem clínicas esse período.

Motivados por essa situação, alunos que se sentiram prejudicados pela paralisação, fizeram um protesto esta semana em frente a universidade. Segundo os discentes apesar dos professores continuarem com suas atividades, as aulas práticas não estão acontecendo, “ a greve dos servidores nos trouxe prejuízos no sentido de que os funcionários que realizam a esterilização dos materiais para atendimento e os que trabalham nos laboratórios, são servidores federais. Portanto os mesmos estando em greve, acabam por prejudicar nosso atendimento aos pacientes na clinica, nos deixando sem prática odontológica" ,revelou a integrante do diretorio Acadêmico Allana Alvim.

Com o atendimento prejudicado, cogitou-se até uma paralisação de alunos, “ caso não houvesse nenhuma solução plausivel que indicasse a volta do atendimento aos pacientes, considerou-se a possibilidade de realizarmos uma greve dos alunos, pois isso prejudicaria muito nosso aprendizado e nosso desenvolvimento técnico, já que nossa profissão é extremamente prática" esclarece Allana Alvim.

Após as reivindicações, a possibilidade de realização das clinicas e dos laboratórios está sendo discutida pelo diretorio acadêmico, diretores do pólo e coordenadores, onde cogita-se que a UFF teria liberado uma verba para contratação temporária de alguns técnicos, visando a volta das clinicas e dos atendimentos. No entanto, a greve ainda não tem previsão para acabar.


Nenhum comentário: